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Dólar sobe a R$ 5,22 com Brent acima de US$ 102 e Petrobras segura o Ibovespa na véspera da eleição

O dólar comercial subiu 0,97% e fechou a R$ 5,224 nesta quinta-feira (1º), com o Brent a US$ 102,31. O Ibovespa avançou 0,46%, a 187.197,46 pontos, puxado pela Petrobras.

Painel de cotações de bolsa com gráfico de petróleo e dólar
O dólar comercial fechou a R$ 5,224 em 1º de outubro de 2026, com o petróleo Brent em alta de 4,37%. Foto: Pexels / Александр Лич

O dólar comercial fechou a quinta-feira (1º) cotado a R$ 5,224, alta de 0,97%, e o Ibovespa avançou 0,46%, aos 187.197,46 pontos, segundo a Agência Brasil, que reuniu informações da Reuters. O movimento refletiu a aversão ao risco provocada pela guerra no Oriente Médio e pela disparada do petróleo, a poucos dias do primeiro turno das eleições.

A cotação oscilou bastante ao longo do pregão. Marcou R$ 5,169 na mínima, às 9h40, e chegou a R$ 5,240 na máxima, pouco antes das 14h. Apesar da alta do dia, a moeda americana ainda acumula queda de 4,83% em 2026.

O dólar ganhou força no exterior

A valorização acompanhou o mercado internacional. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar contra seis moedas fortes, avançou 0,58%, aos 102,040 pontos, depois de tocar a máxima de 102,207. De acordo com a Agência Brasil, o ambiente externo foi marcado pela preocupação com os efeitos econômicos da guerra no Oriente Médio.

Na prática, o real não caiu sozinho. A alta da moeda americana apareceu em uma sessão de busca por proteção, e a amplitude entre a mínima e a máxima do dia, de pouco mais de R$ 0,07, mostra quanto o humor lá fora mudou ao longo das horas.

Petróleo acelera à tarde e sustenta a bolsa

O petróleo tipo Brent subiu 4,37% e fechou a US$ 102,31 por barril. O WTI avançou 2,71%, a US$ 92,87. Segundo a reportagem, a alta ganhou força durante a tarde, diante de informações sobre o deslocamento de forças militares dos Estados Unidos para o Oriente Médio e de novas incertezas sobre o conflito com o Irã.

Dois fatores de oferta também entraram na conta dos operadores. A China suspendeu as exportações de derivados de petróleo para destinos fora de Hong Kong e Macau até nova orientação, e o mercado acompanhou a possibilidade de a União Europeia liberar estoques de diesel, em meio às preocupações com a oferta global.

No Brasil, a alta do Ibovespa foi sustentada principalmente pelas ações da Petrobras, beneficiadas pelo avanço do petróleo. O volume financeiro negociado foi de R$ 26 bilhões. Em Nova York, o S&P 500 fechou com ganho de 0,19%.

O que o investidor leva para o primeiro turno

O Ibovespa encerrou setembro com alta de 5% e acumula valorização de 16,2% no ano. O contraste com o câmbio é visível: enquanto a bolsa sobe mais de 16% em 2026, o dólar ainda recua 4,83% no período, o que mantém o balanço do ano favorável a quem está posicionado em ativos brasileiros.

Segundo a Agência Brasil, os investidores operaram com cautela diante do ambiente externo e da proximidade do primeiro turno. A reportagem não aponta um efeito eleitoral específico sobre os preços do dia, e o peso maior veio do petróleo e da disputa por segurança nos mercados globais.

Para importadores, exportadores e empresas com dívida em dólar, a faixa de R$ 5,169 a R$ 5,240 em uma única sessão indica o grau de volatilidade que a decisão de hedge enfrenta nos próximos dias. Com o Brent acima de US$ 100, a trajetória do Oriente Médio segue como a principal variável externa para câmbio e para a Petrobras.

MB

Repórter de Política e Economia do Real Nacional. Cobre Brasília, Congresso, tribunais, contas públicas e as eleições de 2026. Mais textos · Expediente · Política editorial

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