domingo, 6 de setembro de 2026 · Edição diária

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Duda Salabert denuncia tentativa de homicídio ao fiscalizar mineração ilegal em MG

Deputada mais votada de Minas e o assessor Felipe Gomes foram agredidos e ameaçados de morte na madrugada de sexta (4) ao fiscalizar roubo de minério na divisa BH/Nova Lima. Polícia Civil e PF apuram o caso.

Duda Salabert
Duda Salabert, deputada federal (PSOL-MG) Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)

A deputada federal Duda Salabert (PSOL-MG), a mais votada de Minas Gerais nas últimas eleições, denunciou ter sido vítima de tentativa de homicídio na madrugada de sexta-feira (4) durante uma fiscalização de extração ilegal de minério de ferro na divisa entre Belo Horizonte e Nova Lima.

A parlamentar e o assessor Felipe Gomes, engenheiro ambiental e candidato a deputado estadual, sofreram agressões físicas e ameaças de morte. Duda teve luxação no ombro direito e escoriações; Gomes também ficou ferido. Ninguém foi preso. A Polícia Civil abriu inquérito e a Polícia Federal entrou em contato com a deputada.

O ataque na MG-356

Segundo o relato à imprensa, Gomes avisou Duda por volta das 23h sobre denúncia de roubo de minério às margens da rodovia MGC-356, perto do BH Shopping. Os dois foram de carro ao local, descrito como ponto recorrente de extração irregular em área da União, para registrar imagens e acionar a polícia.

Ao caminharem cerca de 100 metros com o portão aberto e uma retroescavadeira em operação, dois homens surgiram atrás deles. Duda tentou correr, caiu e ouviu um dos agressores mandar o outro "pegar o cano" ou "pegar o ferro". Ela entregou o celular pensando em roubo, mas ouviu que seriam levados "lá para dentro".

Gomes foi derrubado a chutes e socos e ouviu "nós vamos te matar". Duda saltou de um barranco até a rodovia e pediu socorro a um carro branco que parou com o pisca-alerta. Para ela, essa interrupção fez os agressores desistirem. A Polícia Militar chegou cerca de dez minutos depois.

Indícios no local

Gomes voltou com policiais e disse ter encontrado rádios comunicadores, galão com óleo diesel, um EcoSport e uma cadeira em ponto elevado, que interpretou como posto de observação. Ele ligou o ponto à região da Operação Rejeito e estimou que cada caminhão leva de R$ 20 mil a R$ 25 mil em minério destinado a guseiros em Sete Lagoas.

Um dos agressores teria perguntado "por que você insiste em fazer isso?", frase que Duda leu como sinal de que a reconheceram pela atuação contra mineração ilegal. Ela prestou depoimento na Polícia Civil e pediu imagens de câmeras da região. O PSOL-MG cobrou investigação rigorosa e responsabilização dos autores.

MB

Repórter de Política e Economia do Real Nacional. Cobre Brasília, Congresso, tribunais, contas públicas e as eleições de 2026. Mais textos · Expediente · Política editorial

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