sexta-feira, 11 de setembro de 2026 · Edição diária

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Tan, da Y Combinator, quer que labs americanos também destilem IA de fronteira

O CEO da aceleradora disse ao TechCrunch nesta sexta que o governo não deve interferir e que os EUA precisam de modelo de peso aberto próprio, sem copiar a China.

Garry Tan, CEO da Y Combinator, no palco da Web Summit.
Garry Tan, CEO da Y Combinator: labs americanos de peso aberto devem destilar modelos de fronteira dos EUA, sem o governo no meio. Foto: Web Summit / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Garry Tan, CEO da Y Combinator, afirmou nesta sexta-feira (11) que laboratórios americanos de peso aberto também devem destilar modelos de fronteira dos Estados Unidos, e que o regulador deve ficar de fora. A fala, à CNBC no começo da semana, foi detalhada ao TechCrunch às 13h59 PDT. Destilação é treinar um modelo menor a partir das respostas de um maior. A Anthropic acusou nesta semana labs chineses de destilação ilícita, com identidade escondida e credencial roubada.

"Eu não faria nada", disse Tan à CNBC. "Dá para argumentar que deveria existir um regime americano de destilação." Ao TechCrunch, explicou: labs menores e americanos de peso aberto usariam a mesma técnica nos labs de fronteira dos EUA, para o país ter opção robusta que não seja chinesa. Ele não defende credencial roubada. Quer que entrem pela porta da frente.

O recado bate de frente com Dario Amodei, da Anthropic, que cobrou o governo americano para endurecer a destilação. Tan, que comanda a aceleradora mais prestigiada do Vale, discorda. Acha excesso o laboratório ditar o que o cliente faz com a informação que o modelo entrega. Lembra que as casas proprietárias também não pediram licença quando sugaram o máximo de conhecimento humano, inclusive material com direito autoral.

"Controlar o que usuário e cliente fazem com chamada de API a modelo fechado aperta demais", disse. "Há um papel do governo para normalizar que o acesso à inteligência treinada em dado público amplo deveria ser mais bem público do que coisa trancada em termo de uso." Tan usa IA o tempo todo e já se descreveu em estado de "psicose cibernética". Quer equilíbrio: labs de fronteira financiáveis, peso aberto com liberdade.

O pesadelo, para ele, é um único provedor proprietário ficar com o melhor capital, os melhores pesquisadores e disparar sozinho. "O cenário doomer da IA é que existe só uma empresa. Foge com tudo e de repente tem uma casa monolítica. Isso seria ruim." No meio da briga Anthropic versus Alibaba, Moonshot e DeepSeek, o recado de Tan é o contrário do pedido de Amodei: destilar, sim. Desde que seja americano e pela porta da frente.

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Repórter de Tecnologia e Inteligência Artificial do Real Nacional. Cobre inteligência artificial, infraestrutura digital, regulação de tecnologia e as empresas que constroem a IA no Brasil. Mais textos · Expediente · Política editorial

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