sexta-feira, 11 de setembro de 2026 · Edição diária

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Meta, de Zuckerberg, muda sugestão de IA após pergunta invasiva sobre criança

A porta-voz Dina El-Kassaby disse ao The Verge nesta sexta que a empresa "errou o alvo" depois que o chatbot pediu para identificar a filha de uma usuária e cruzou posts da família.

Mark Zuckerberg, CEO da Meta, em retrato.
Mark Zuckerberg, CEO da Meta: a empresa muda os prompts do chatbot depois que a IA pediu para identificar a criança num vídeo de uma mãe. Foto: Anthony Quintano / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

A Meta, de Mark Zuckerberg, afirmou nesta sexta-feira (11) que vai mudar as sugestões do chatbot de inteligência artificial depois que um vídeo viral mostrou o sistema pedindo dados pessoais das filhas de uma usuária. A porta-voz Dina El-Kassaby disse ao The Verge, às 14h25 UTC, que a empresa "errou o alvo" e que "o recurso nunca deveria ter sugerido à pessoa perguntas daquele tipo".

Na semana passada, Kalie Robins postou no Instagram o recorte. Depois de republicar um clipe no Facebook, a Meta AI colocou o prompt "Who is the child passenger?" sob um vídeo dela cantando no carro com a filha. Ao tocar a sugestão, o chatbot juntou informação das meninas a partir de posts antigos dela e de parentes. Sugeriu ainda idade das crianças e onde a família mora. Robins disse que a IA mostrou fotos das filhas, inclusive uma que ela afirma ter apagado anos atrás.

O assistente da Meta está embutido no Facebook, Instagram, WhatsApp e Messenger. Em julho, a casa tirou um recurso que deixava gerar deepfake de outros usuários do Instagram, depois da reação. El-Kassaby disse agora que o defeito que fazia a IA sugerir prompt de tema pessoal foi corrigido.

"Criamos esse recurso para ajudar as pessoas a obter mais informação sobre temas ou posts que lhes interessam", afirmou a porta-voz. "Quando alguém clica num prompt e usa o recurso, a resposta se baseia em informação a que o usuário já tem acesso." Neste caso, segundo ela, a IA pode ter puxado vídeos em que Robins nomeava as filhas.

O recado cai no mesmo ciclo em que o agente Muse, também da Meta, virou o segundo app mais baixado nos Estados Unidos e em que a Verge descreveu o assistente como capaz e inquietante: lê dado do Instagram que a própria usuária não vê na tela. Zuckerberg pediu confiança. O prompt sobre a criança no banco do carona é o tipo de detalhe que quebra isso.

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Repórter de Tecnologia e Inteligência Artificial do Real Nacional. Cobre inteligência artificial, infraestrutura digital, regulação de tecnologia e as empresas que constroem a IA no Brasil. Mais textos · Expediente · Política editorial

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