O candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) cobrou, em agenda na Avenida Paulista no domingo (13), a quebra dos sigilos que ainda protegem informações do caso Banco Master, inclusive dados dos celulares do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. "Se nós levantarmos agora o sigilo dos celulares do Vorcaro, acho que nós vamos ter a oportunidade de passar esse país a limpo ainda no primeiro turno", afirmou a jornalistas. Em outra fala no mesmo ato, reforçou: se não aproveitar o momento para "escancarar tudo" e deixar cada cidadão formar o próprio juízo, o país perde a chance de "passar esse país a limpo".
Haddad disse que a máxima publicidade deixa claro "quem é quem" e sustentou que documentos já públicos apontam interseção entre o bolsonarismo e o esquema em torno de Vorcaro. A cobrança voltou a ecoar nesta terça-feira (15), quando o plenário do STF encerrou sem decisão a sessão sobre os desdobramentos envolvendo Alexandre de Moraes, após pedido de vista de Flávio Dino. Portais como Brasil 247 e Vero Notícias repercutiram a linha de Haddad no mesmo dia da sessão.
Alckmin pede apuração rigorosa
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que acompanhou Haddad na Paulista, pediu "quebra de todos, todos os sigilos" e "apuração rigorosa". Relacionou a criação do Banco Master ao governo Bolsonaro e lembrou que a instituição foi fechada e Vorcaro preso no atual governo. Parte relevante do material do caso já foi tornada pública pelo STF nas últimas semanas, mas o petista insiste em abrir o que ainda resta sob reserva sem comprometer as apurações.



