O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira (18) que ministros do Supremo Tribunal Federal citados nas apurações do caso Master devem colaborar com a investigação. Em entrevista ao Estadão, o ex-ministro da Fazenda disse que quem está mencionado em uma apuração tem de torcer para que ela chegue ao fim.
"Se você não deve em nada, você tem que torcer para o investigador chegar à verdade. Você tem que colaborar com a investigação para chegar às últimas consequências", afirmou. Haddad evitou citar nomes, mas reforçou que "o que vale para Chico tem que valer para Francisco" e que não há ideologia na Justiça.
O petista classificou a crise no STF como "a coisa mais lamentável das últimas décadas" e cobrou que o escândalo do Banco Master, ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, não "termine em pizza". Voltou a defender a quebra de sigilos das investigações antes das eleições, para o eleitor votar informado.
Sobre o pedido de vista do ministro Flávio Dino, que trava a sessão sobre Alexandre de Moraes, Haddad disse que será "ruim" se durar 90 dias, mas aceitável se for curto para harmonizar a Corte. Lembrou que Vorcaro tentou encontrá-lo "umas quatro ou cinco" vezes na Fazenda e não foi recebido por alerta do compliance.
Atrás nas pesquisas em São Paulo, Haddad também atacou a gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos), prometeu proibir bets no Estado e disse que o Master é a maior fraude bancária da história recente do país. A entrevista completa saiu no Estadão e foi reproduzida pelo Terra.



