O Ministério Público do Trabalho (MPT) entrou com ação civil pública contra a Havan e o empresário Luciano Hang por assédio eleitoral, após um discurso contra o fim da escala 6x1 dirigido a empregados na inauguração da loja de Caldas Novas (GO), em 29 de agosto.
Hang disse aos funcionários que candidatos queriam o voto deles e que, no caso da Havan, o custo da mão de obra cresceria 15%. Chamou a mudança de "estelionato eleitoral" e afirmou que os empregados teriam de buscar um "subemprego" se a jornada de seis dias caísse.
Para o MPT, a fala configura assédio porque associa as eleições de outubro a prejuízo pessoal dos trabalhadores. O órgão destaca a assimetria de poder: dirigentes falam em nome da empresa e a mensagem é lida como pressão, não como opinião isolada.
A ação foi ajuizada na Justiça do Trabalho em Goiânia na quarta (16). O MPT pede indenização de R$ 30 milhões por dano moral coletivo e danos individuais de no mínimo 20 vezes o último salário de cada empregado afetado.
Também quer que Hang grave um vídeo de retratação em até 48 horas, que a Havan libere funcionários para votar em 4 e 25 de outubro sem desconto, e que a rede cesse manifestações políticas em lojas e eventos.
O Globo lembra que Hang já foi alvo do MPT em 2018 por manifestações políticas diante de funcionários. Folha e O Globo registram que a Havan não respondeu até a publicação das reportagens desta quinta (17).



