quinta-feira, 17 de setembro de 2026 · Edição diária

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Kassio no TSE: não é preciso aumentar o tom após embate no STF

Presidente do TSE cita bossa nova em homenagem a colega e faz primeira fala pública após sessão do STF marcada por bate-bocas no caso Master.

Kassio Nunes Marques, ministro do STF e presidente do TSE
Kassio Nunes Marques (TSE/STF) diz no TSE que não é preciso aumentar o tom após sessão conturbada no Supremo. Foto: TSE - Tribunal Superior Eleitoral / Wikimedia Commons (Public domain)

O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), disse nesta quinta (17) que "não é preciso aumentar o tom para ser ouvido", em sua primeira fala pública após a sessão conturbada do STF na terça (15).

A frase veio em discurso de despedida ao ministro Antônio Carlos Ferreira, em sua última sessão na corte eleitoral. Kassio associou o estilo do colega à bossa nova: elegância avessa ao excesso, delicadeza e gentileza com força.

A sessão do STF da terça, destinada a analisar mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro a Alexandre de Moraes no caso Banco Master, acabou suspensa por pedido de vista e marcada por bate-bocas. Gilmar Mendes elevou o tom contra André Mendonça; o relator reagiu pedindo respeito.

Kassio não participou do julgamento. Declarou-se impedido por chefiar a Justiça Eleitoral às vésperas do primeiro turno de 4 de outubro, após vazarem diálogos do celular de Vorcaro que citavam pagamentos de R$ 500 mil a seu filho, o advogado Kevin Marques.

No plenário, o ministro afirmou que o filho "nunca prestou nenhum serviço ao banco e nunca foi remunerado pelo banco" e que jamais julgou processo ligado ao Master. Em seguida, retirou-se da sessão.

A fala no TSE desta quinta foi lida como recado indireto ao clima de gritos no Supremo. Kassio é alinhado a Mendonça na correlação de forças da Corte; Folha, Metrópoles e Brasil 247 registraram a declaração no mesmo dia.

CA

Repórter de Negócios do Real Nacional. Cobre empresas, fusões e aquisições, mercado de capitais e a economia real das companhias brasileiras. Mais textos · Expediente · Política editorial

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