sexta-feira, 11 de setembro de 2026 · Edição diária

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Huang diz que a Nvidia pode crescer 70% no ano e chegar a US$ 680 bi

No Goldman Sachs, o CEO repetiu a projeção e rebateu a tese de negócio circular: coloca pouco dinheiro, volta muito. Uma GPU da casa, disse, já custa US$ 8,5 milhões.

Jensen Huang, fundador e CEO da Nvidia, em retrato de 2025.
Jensen Huang, CEO da Nvidia: a empresa pode crescer 70% no ano que vem e faturar cerca de US$ 680 bilhões, repetiu no Goldman Sachs. Foto: Wikimedia Commons

Jensen Huang, fundador e CEO da Nvidia, afirmou no Goldman Sachs Communacopia + Technology Conference que a empresa pode crescer 70% no ano que vem. A fala, na quinta (10), segue no centro da cobertura nesta sexta-feira (11), depois que o TechCrunch publicou o recado às 14h51 PDT. Analistas esperam cerca de US$ 400 bilhões de receita neste ano fiscal. Setenta por cento a mais levaria a casa a cerca de US$ 680 bilhões.

Huang rebateu o medo de que a festa acabe com a concorrência de chips próprios da Amazon, Microsoft, Google, Anthropic e OpenAI, além da Cerebras e da Etched. "A maioria das pessoas acha que a Nvidia faz um chip. Você precisa de aviões para embarcar o que a gente constrói." Uma GPU, disse, já não custa US$ 399. Custa US$ 8,5 milhões, com NVLink, 2 milhões de peças e 250 mil quilowatts. "Isso é uma GPU, e a gente envia milhares." Pedidos do sistema GB200 NVL72, 36 Grace CPUs com 72 Blackwell, crescem 27% mês a mês.

A confiança, segundo ele, vem do encaixe da Nvidia em todo o ecossistema. "A Nvidia roda todo modelo. Todo laboratório pode nos usar." Anthropic, OpenAI, Google e pesos abertos entram na lista. "Somos a plataforma fundacional da indústria de IA." A casa rastreia cada gigawatt de terra, energia e casco de data center no planeta. Neocloud, OEM, nuvem e nativas de IA reportam de volta. "A gente meio que sabe onde está tudo."

A pergunta inevitável foi sobre os negócios circulares: a Nvidia investe em empresas que depois compram o produto. Huang foi irônico. "Não é circular porque a gente coloca um pouco de dinheiro e volta muito. Olho a planilha, coloco US$ 1 e voltam US$ 100. Se isso é circular, vamos fazer mais." Antes de investir, disse, a casa exige contrato real com cliente. Já viu US$ 100 bilhões nesses papéis. "Não estou correndo risco. Preciso de certeza."

O próprio Huang admite que boa parte do crescimento vem de startups nativas de IA que levantam fortuna e gastam o caixa em compute. Quando o setor amadurecer, o uso de infraestrutura e token tende a ficar mais eficiente. Por enquanto, a Nvidia tem o dedo em cada fatia e vê mais um ano de fartura.

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Repórter de Tecnologia e Inteligência Artificial do Real Nacional. Cobre inteligência artificial, infraestrutura digital, regulação de tecnologia e as empresas que constroem a IA no Brasil. Mais textos · Expediente · Política editorial

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