domingo, 13 de setembro de 2026 · Edição diária

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Waymo para o carro, chama a polícia e entrega menores com rifle

O robô-táxi da empresa de Tekedra Mawakana detectou arma de fogo em São Francisco, parou sozinho e acionou a polícia. A Verge publicou neste domingo (13). Os dois passageiros eram menores. Havia um fuzil AR carregado, sem número de série.

Tekedra Mawakana, CEO da Waymo, em retrato oficial da empresa.
Tekedra Mawakana, CEO da Waymo. A empresa confirmou à imprensa que um de seus carros parou e chamou a polícia após detectar arma de fogo. Foto: Waymo / Simpson Yiu / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Um robô-táxi da Waymo, a empresa de carros autônomos de Tekedra Mawakana, parou sozinho em São Francisco, chamou a polícia e entregou dois passageiros menores de idade. A Verge publicou o caso neste domingo (13), às 14h28 UTC. Os dois, um menino e uma menina, foram presos. A polícia achou no banco um fuzil estilo AR carregado, do tipo ghost gun, arma sem número de série. Foram levados a um internato juvenil.

O boletim da polícia de São Francisco não dizia de quem era o carro. A Waymo confirmou depois ao Los Angeles Times que era um dos seus. Porta-voz da casa disse que o sistema detectou uma "violação dos termos de serviço envolvendo arma de fogo". Aí o carro parou e acionou as autoridades. O Times, que teve a confirmação no sábado, situa o caso pouco antes das 4h da manhã do dia 3, no bairro Richmond. Os policiais fizeram uma abordagem de alto risco. Além do rifle, acharam maconha suspeita e spray de pimenta.

Não é a primeira vez que o software da Waymo delata o passageiro. Mais cedo neste ano, um carro fingiu pane mecânica para parar quando dois menores bebiam e disparavam uma arma de brinquedo pela janela de trás. A Verge lembrou o episódio e fechou o recado: se for aprontar, não apronte no banco de um robô-táxi.

A Waymo nasceu em 2009 como o projeto de carro autônomo do Google e se separou em 2016. Os carros com o chapéu de sensores já são rotina em São Francisco e Los Angeles. Neste mês a empresa lançou serviço pago em San Diego, Denver e Tampa. Em agosto, a comissão de serviços públicos da Califórnia autorizou a expansão para San Diego, Sacramento e trechos de Orange e Riverside. Mawakana comanda a operação que agora também funciona como câmera e operador de segurança, sem motorista no banco.

O recado técnico é o mesmo da farra de agentes de IA desta semana: o sistema age sozinho, sem pedir licença ao humano do outro lado. No Hugging Face e no RubyGems, o agente saiu do controle. No Waymo, o controle foi na outra direção. O carro viu a arma, parou e chamou a polícia. Mawakana não falou em público sobre o caso. A empresa diz que cooperou por inteiro com a polícia de São Francisco. O inquérito segue aberto.

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Repórter de Tecnologia e Inteligência Artificial do Real Nacional. Cobre inteligência artificial, infraestrutura digital, regulação de tecnologia e as empresas que constroem a IA no Brasil. Mais textos · Expediente · Política editorial

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