A Microsoft oferece um novo plano de demissão voluntária a cerca de 60 mil funcionários nos Estados Unidos, Canadá, Índia e Reino Unido, informou a empresa à AFP nesta segunda-feira (26). É a segunda proposta do tipo em seis meses. A oferta vale só para algumas divisões, e a companhia não detalhou quais.
A diretora de recursos humanos, Amy Coleman, comunicou a medida aos funcionários em uma mensagem interna. Segundo o g1, que reproduziu a informação da AFP, ela descreveu o plano como mais uma forma de adaptar o quadro de pessoal à evolução das necessidades da empresa. A Money Times, que publicou texto do Estadão Conteúdo, afirma que a Microsoft cita redução de custos e requalificação da força de trabalho como motivos.
Quem pode aderir
De acordo com a Money Times, a Oferta de Saída Voluntária (VEO, na sigla em inglês) vale para equipes participantes nos quatro países e para cargos de vice-presidente ou inferiores. Na prática, fica de fora o topo da hierarquia, e entra a maior parte do quadro nas áreas escolhidas.
As fontes consultadas não informam o valor da indenização, o prazo para decidir nem quantas pessoas a empresa espera que aceitem. A lista de países também não inclui o Brasil.
O que o primeiro programa mostrou
A primeira rodada, anunciada em abril, foi menor e restrita aos Estados Unidos. Segundo reportagens da imprensa americana, ela alcançava cerca de 8.750 pessoas, em torno de 7% do quadro americano, e exigia que a soma de idade e tempo de casa chegasse a 70 anos. Os elegíveis teriam 30 dias para decidir.
A nova oferta é cerca de sete vezes maior que aquela estimativa e sai do âmbito americano. A Microsoft não explicou o que levou à ampliação. Nem a empresa nem as fontes dizem se o novo programa tem os mesmos critérios de idade e tempo de casa.
O balanço que vem a seguir
A Microsoft divulga os resultados do trimestre na quarta-feira (28), após o fechamento do mercado, segundo a Money Times. Será a primeira vez que investidores e analistas poderão perguntar à diretoria sobre a oferta, inclusive sobre o custo que ela terá nas contas e sobre a economia esperada com a folha de pagamento.
Para os funcionários elegíveis, o que decide a adesão são as condições financeiras do pacote, que a empresa ainda não tornou públicas. Para o mercado, o número que importa é quantos aceitarão. Uma adesão alta reduz a necessidade de demissões forçadas, mas obriga a Microsoft a reorganizar equipes de onde saírem pessoas com experiência.



