O Ministério da Defesa terá cerca de R$ 148 bilhões no Orçamento de 2027, o sexto maior volume entre as pastas na proposta enviada nesta semana ao Congresso Nacional. A previsão consta no projeto orçamentário e foi detalhada pelo g1 neste sábado (5).
Do total, R$ 108 bilhões vão para pessoal e encargos sociais, R$ 21,7 bilhões para despesas correntes e R$ 12,7 bilhões para investimentos, cerca de 8,6% da dotação. Sozinha, a Defesa supera a soma de 17 ministérios, entre eles Justiça (R$ 27,5 bilhões), Transportes (R$ 19,4 bilhões) e Ciência e Tecnologia (R$ 15,9 bilhões).
No PAC de 2027 a pasta lista R$ 10,2 bilhões em 16 projetos. O destaque da Marinha é o Labgene, laboratório do programa nuclear em Iperó (SP), com R$ 1,4 bilhão, mais cerca de R$ 400 milhões para o submarino nuclear brasileiro, com término previsto para 2037. Até maio deste ano, o programa já havia gasto R$ 5,8 bilhões de um orçamento total de R$ 22,6 bilhões.
As Fragatas Classe Tamandaré recebem R$ 900 milhões em 2027. No Exército, os blindados Guarani têm R$ 1 bilhão (116 unidades previstas) e o sistema Astros, R$ 671 milhões. Na Aeronáutica, o FX-2 (Gripen) leva R$ 2,81 bilhões, com quatro novas entregas previstas no ano, e o KC-390, R$ 572 milhões.
O ministro José Múcio Monteiro voltou a ser citado no debate sobre capacidade militar. Em agosto, ele disse em evento que, se os Estados Unidos quisessem invadir o Brasil, abriria o portão porque o país não tem equipamento nem dinheiro para consertar o portão. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem cobrado reforço da Defesa diante de tensões internacionais e da classificação de facções brasileiras como terroristas pelos EUA.



