A deputada federal Natália Bonavides (PT-RN), candidata à reeleição, denunciou ter recebido um e-mail com ameaças de estupro e de esquartejamento. Segundo a parlamentar, a mensagem também trazia dados pessoais de familiares, como números de CPF e endereços residenciais.
O e-mail partiu de um endereço criptografado do serviço Proton.Me e foi atribuído à chamada "Sociedade Secreta Carbonária". O autor se apresentou como "o verdadeiro rosto do terror aqui no Brasil, conhecido mundialmente como a Ku Klux Klan", organização supremacista branca originária dos Estados Unidos.
Conteúdo da ameaça
Trechos divulgados pelas reportagens mostram o tom intimidatório. "Você acha que sua carreira política vai salvá-la? Pense melhor", dizia a mensagem. O remetente afirmou querer violentar a deputada "enquanto respira e ocupa seu cargo" e fechou: "Não me teste, mulher. Seu destino está selado nestas palavras".
A equipe de Bonavides acionou a Polícia Civil, a Polícia Legislativa e o Ministério Público Eleitoral. As provas foram entregues às autoridades para apuração de autoria e circunstâncias.
Violência política de gênero
Em nota ao Metrópoles, a assessoria classificou o episódio como violência política de gênero. "É violência política de gênero, alimentada pelo machismo e pela visão de mundo da extrema direita, que propaga o ódio contra mulheres que ocupam espaços de poder e não aceitam se calar", afirmou.
A nota também citou intimidação recente de um candidato do PL que filmou e xingou a deputada. Bonavides disse que não vai recuar: "Tenho muito trabalho pela frente e muita coisa para fazer pelo povo do RN e do Brasil". À CNN, ela descreveu o caso como violência política e de gênero e afirmou que "não tem sido tranquilo" lidar com esses processos na Justiça.
Antecedentes
Não é a primeira ameaça relatada pela parlamentar. Em 2024, ela recebeu mensagem dizendo que seria levada a um canavial para "dar cabo dela", caso que levou a apuração da Polícia Federal. Em abril de 2026, o apresentador Ratinho virou réu na Justiça Eleitoral de São Paulo por suspeita de violência política de gênero após declarar, em programa de TV, que usaria uma "metralhadora" contra a deputada por causa de um projeto de lei.



