O candidato ao governo do Rio Eduardo Paes (PSD) criticou neste domingo (6) o uso da crise no Supremo Tribunal Federal como instrumento de campanha. A fala veio horas depois de uma faixa com a mensagem "Fora Moraes" aparecer em ato do adversário Douglas Ruas (PL), em Padre Miguel, na Zona Oeste do Rio.
Em carreata em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, ao lado do ex-prefeito Rogerio Lisboa (PP), Paes afirmou que o ministro Alexandre de Moraes precisa responder às acusações, mas condenou transformar a crise institucional em panfleto eleitoral.
"Não opero no caos"
"Ninguém no Brasil está acima da lei. Agora, transformar uma crise institucional num panfleto eleitoral já se provou que fez muito mal ao Brasil. Quem tem responsabilidade política trabalha pela preservação das instituições, para que se tenha o devido processo de apuração", disse Paes ao O Globo.
O candidato recordou acusações que enfrentou na Lava Jato e afirmou: "O ministro Alexandre de Moraes tem que responder agora pelo que acusam. Vocês não verão de mim um sujeito que opera no caos."
Aliança com Lula sem "empregado"
Paes também reagiu à estratégia adversária de colá-lo a Lula. Disse que vota no presidente, não esconde a aliança, mas rejeitou o rótulo de "empregado": "O Lula não manda em mim, não penso tudo igual ao Lula, não sou do partido do Lula, o Lula é meu aliado."
Na mesma agenda, prometeu priorizar a Baixada e enfrentar o que chamou de "máfia" e "poder paralelo". Rogerio Lisboa, que quase foi vice de Ruas, agora apoia Paes. Até a publicação desta nota, Ruas não havia respondido publicamente à crítica sobre a faixa.



