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Tarcísio prepara fala moderada no 7/9 e se arrepende de chamar Moraes de ditador

Governador de São Paulo (Republicanos) disse a aliados que errou ao chamar Alexandre de Moraes de ditador em 2025 e prepara discurso institucional na Paulista, sem ataque pessoal, na campanha à reeleição.

Tarcísio de Freitas
Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo e candidato à reeleição Foto: Ciete Silvério/Governo do Estado de SP / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) disse a aliados estar arrependido de ter chamado o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, de "ditador" e "tirano" no ato de 7 de Setembro de 2025. Segundo interlocutores ouvidos pelo Estadão/Broadcast, ele prepara para a manifestação desta segunda (7), na Avenida Paulista, um discurso de tom mais institucional e sem ataques pessoais ao magistrado.

A mudança de tom não significa silêncio sobre o Supremo. A orientação é criticar a atuação institucional da Corte e cobrar apuração de suspeitas envolvendo seus integrantes, sem repetir os ataques nominais do ano passado. Nesta semana, Tarcísio afirmou que o STF está "sob suspeição" e que a confiança na instituição não volta com "silêncio e corporativismo".

"O momento agora é outro"

No 7 de Setembro de 2025, também na Paulista, Tarcísio disse que não aceitaria a "ditadura de um poder sobre o outro" nem que "um ditador paute o que devemos fazer". "Ninguém aguenta mais a tirania de um ministro como Moraes", afirmou na época. Fontes ligadas ao governador dizem que o tom refletiu o ambiente do ato. "Ia ficar ruim para ele ali se não fizesse críticas duras", resumiu um interlocutor.

Na campanha à reeleição, aliados repetem que "o momento agora é outro". A aposta é preservar o eleitor de centro sem romper com a base bolsonarista. Pesquisa Atlas/Estadão de 3 de setembro colocou Tarcísio com 51,1% das intenções de voto no governo paulista, ante 39,9% de Fernando Haddad (PT).

Paulista com Flávio e Nunes

Tarcísio e o prefeito Ricardo Nunes (MDB) devem participar do ato organizado pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. A CNN Brasil apurou que a intenção do governador é evitar ofensas nominais e falar em reconciliação e recuperação de confiança nas instituições. Na quarta (2), Tarcísio disse que o mote do dia deveria ser a "reconciliação com um caminho de esperança".

Mesmo após falar em STF "sob suspeição", o governador evitou defender renúncia de Moraes e classificou eventual saída como "questão de foro íntimo". Até a publicação desta nota, a campanha de Flávio tratava a Paulista como teste de mobilização após o lançamento no Rio ter ficado aquém das expectativas de aliados.

MB

Repórter de Política e Economia do Real Nacional. Cobre Brasília, Congresso, tribunais, contas públicas e as eleições de 2026. Mais textos · Expediente · Política editorial

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