quarta-feira, 26 de agosto de 2026 · Edição diária

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Fim da escala 6x1: Omar Aziz mantém texto da Câmara e Senado tenta promulgar PEC antes da eleição

Relator entrega parecer na quinta (27) e a CCJ vota em 2 de setembro; o governo precisa de 49 votos no plenário na única semana de esforço concentrado que resta antes de outubro.

Trabalhadora em fábrica têxtil
Segundo o Datafolha, 71% dos brasileiros defendem a redução da escala de trabalho. Foto: Pexels

O senador Omar Aziz (PSD-AM), relator da PEC que acaba com a escala de trabalho 6x1, descartou nesta terça-feira (25) qualquer alteração no texto aprovado pela Câmara em maio. A decisão é estratégica: qualquer mudança devolveria a proposta aos deputados e enterraria a chance de promulgação antes das eleições de outubro.

O calendário ficou definido. Aziz entrega o parecer na tarde de quinta-feira (27); a Comissão de Constituição e Justiça vota na quarta-feira seguinte (2 de setembro). Se aprovada, a PEC segue para o plenário, onde precisa de 49 votos favoráveis — tudo dentro da semana de 31 de agosto a 4 de setembro, a última em que o Congresso funciona antes do pleito.

O que a PEC muda

A proposta extingue a escala de seis dias de trabalho por um de descanso, hoje a regra para boa parte do comércio, dos serviços e da indústria. A oposição sugere uma alternativa com negociação direta entre patrão e empregado e pagamento por hora — desenho que o relator rejeitou ao preservar o texto da Câmara. Pesquisa Datafolha citada no debate mostra 71% dos brasileiros favoráveis à redução da jornada.

A leitura política

A PEC é a principal bandeira do Planalto para a reta final da campanha, e sua tramitação acelerada é resultado direto da reaproximação entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, costurada em agosto com a participação do ministro José Guimarães e da líder do governo, senadora Teresa Leitão. Análise da CNN Brasil resume o cálculo: a vitória no tema ajuda o presidente a enfrentar a piora do cenário econômico — o boletim Focus desta semana cortou a projeção do PIB de 2026 para 1,95% e mantém a Selic em 13,75%.

Uma PEC popular, um Senado alinhado e uma semana de prazo. O risco não é a rejeição; é o relógio.

O que pode dar errado

Duas coisas: obstrução da oposição na CCJ, que empurraria a votação do plenário para depois de 4 de setembro — na prática, para depois da eleição —, e a disputa por espaço na pauta com as outras prioridades do governo para a mesma semana: a PEC da Segurança Pública, o projeto de minerais críticos e a MP que encerra a “taxa das blusinhas”, cujo prazo é 8 de setembro.

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Redação Real Nacional

Equipe editorial do Real Nacional. Cobertura de inteligência artificial, política e economia com fontes públicas citadas. Fundado por Izaias Pertrelly. Expediente · Política editorial · Correções

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