sexta-feira, 18 de setembro de 2026 · Edição diária

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Renan Santos aciona o TSE contra reajuste do Bolsa Família às vésperas do 1º turno

Candidato do Missão pediu liminar para suspender o decreto até a posse dos eleitos e alega finalidade eleitoral no aumento de 15,04% anunciado a 17 dias do 1º turno.

Renan Santos, candidato do Missão à Presidência
Renan Santos ajuizou representação no TSE contra o reajuste do Bolsa Família. Foto: Romerito Pontes from São Carlos / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

O candidato do Missão à Presidência, Renan Santos, ajuizou representação no Tribunal Superior Eleitoral contra o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo governo federal na quinta-feira (17).

Com o reajuste de 15,04%, o piso mensal do programa passa de R$ 600 para R$ 691, e o benefício médio deve subir de R$ 675 para R$ 777. O novo valor vale a partir da folha de outubro, com pagamentos a partir do dia 19, entre o 1º e o eventual 2º turno.

O anúncio ocorreu a 17 dias do 1º turno, marcado para 4 de outubro. Renan pediu liminar para suspender os efeitos do decreto até a posse dos eleitos neste ano, a fim de "resguardar a isonomia e a paridade entre os candidatos".

Na representação, o presidenciável alega finalidade eleitoral na medida anunciada por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tenta a reeleição. O objetivo, segundo ele, é evitar "desvio de finalidade" e o desequilíbrio do pleito.

No mesmo dia, o ministro André Mendonça, do TSE, extinguiu representação do deputado Zé Trovão (PL-SC) contra o mesmo reajuste. Mendonça entendeu que o parlamentar não tinha legitimidade, por disputar cargo em circunscrição diferente da Presidência, e não analisou o mérito. A expectativa é que ele assuma a relatoria do pedido do Missão por prevenção.

Segundo o Ministério do Planejamento, o custo do reajuste será de R$ 5,8 bilhões em 2026 e cerca de R$ 22 bilhões em 2027. A AGU afirmou que o decreto corrige os benefícios pelo INPC de março de 2023 a agosto de 2026, "sem ganho real", e que não há vedação eleitoral. O governo nega finalidade eleitoral e diz que a discussão começou antes da campanha.

Fontes consultadas

MB

Repórter de Política e Economia do Real Nacional. Cobre Brasília, Congresso, tribunais, contas públicas e as eleições de 2026. Mais textos · Expediente · Política editorial

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