O governo do Rio de Janeiro exonerou 6.145 servidores comissionados até 21 de agosto e fez 2.496 novas nomeações, numa reestruturação que reduziu o número de secretarias de 32 para 28. A economia projetada é de R$ 221 milhões até dezembro, e novas exonerações são previstas conforme as auditorias em andamento forem concluídas.
A limpeza é conduzida pelo desembargador Ricardo Couto de Castro, que assumiu o governo interinamente em 23 de março, após a renúncia de Cláudio Castro para disputar uma vaga no Senado. Castro foi declarado inelegível por oito anos pelo Tribunal Superior Eleitoral em junho.
Os fantasmas
Segundo a gestão, grande parte dos exonerados eram “funcionários fantasmas”: não possuíam senhas de acesso aos sistemas estaduais e apareciam apenas uma vez por mês para assinar a folha de ponto. A justificativa oficial combina reestruturação administrativa e combate à corrupção.
O efeito na disputa
O corte acontece a pouco mais de um mês da eleição para o governo do estado e para o Senado — na qual o ex-governador é candidato. Para a oposição, a operação expõe o tamanho da máquina montada nos últimos anos; para aliados de Castro, é um gesto do interino para marcar posição. Os R$ 221 milhões, num orçamento estadual de dezenas de bilhões, pesam menos que o simbolismo.



