sábado, 24 de outubro de 2026 · Edição diária

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Flávio fecha campanha com Tarcísio no Rio e Lula responde na Paulista a um dia do 2º turno

Na véspera da votação, Flávio Bolsonaro (PL) caminhou 1 km na Barra da Tijuca ao lado de Tarcísio, e Lula (PT) encerrou a campanha com ato de cerca de 1 km na Avenida Paulista, segundo a Agência Brasil.

Multidão acompanha ato de campanha em avenida brasileira
Flávio Bolsonaro e Lula fizeram atos de rua em Rio, Minas Gerais e São Paulo no sábado (24), último dia de campanha do 2º turno. Foto: Pexels / Joel Santos

Os candidatos à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniram apoiadores em atos no Rio de Janeiro, em Minas Gerais e em São Paulo neste sábado (24), último dia da campanha do segundo turno, segundo a Agência Brasil. A votação ocorre no domingo.

Flávio começou o dia em Belo Horizonte, onde participou de uma motociata com trio elétrico ao lado do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Ele não discursou na capital mineira.

Barra da Tijuca vira palco de Flávio

À tarde, no Rio, o senador percorreu cerca de 1 km na Barra da Tijuca, da Praça do Ó até o Condomínio Vivendas da Barra, onde a família Bolsonaro tem uma casa. Estavam com ele a mulher, Fernanda, o governador eleito do Rio, Douglas Ruas (PL), o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), Nikolas Ferreira e Tarcísio.

Os apoiadores vestiram camisas da seleção brasileira, levaram cartazes com a frase Fora Lula e agitaram bandeiras de Israel. Cantaram o Hino Nacional. Em discurso curto, Flávio agradeceu e disse que os presentes faziam parte dessa história.

Em publicação nas redes, o candidato afirmou que o Brasil está unido do mesmo lado, o da mudança, e que o atual governo promete muito e não cumpre nada.

Lula sai de Copacabana e fecha na Paulista

Lula também esteve no Rio. Na manhã de sábado, caminhou pela orla de Copacabana com a primeira-dama, Janja, o prefeito Eduardo Cavaliere e o ex-prefeito Eduardo Paes. Antes da caminhada, disse que esta foi a eleição em que mais enfrentou mentiras de um adversário e chamou a campanha rival de obra de um oponente do mais baixo nível possível.

À tarde, o presidente encerrou a campanha em São Paulo, com caminhada e ato de cerca de 1 km na Avenida Paulista, seguidos de entrevista coletiva. Lula afirmou que não se ganha eleição sem o povo e comparou o momento ao segundo turno de 1989, que descreveu como a campanha mais emocionante de que participou. Disse ainda que a eleição não é assunto de um partido.

O caso Ana Clara no discurso final

No tom de ataque, Lula responsabilizou o governo de Jair Bolsonaro pelo desmonte de cultura, educação, trabalho, saúde e infraestrutura. Também criticou Flávio por defender o policial envolvido na morte de Ana Clara e por uma suposta proximidade com milícias do Rio.

Ana Clara, de 5 anos, morreu em 2021 numa comunidade de Niterói (RJ), baleada com um fuzil por um soldado da Polícia Militar. Flávio defendeu a inocência do policial. Lula citou o caso para pedir que as mulheres não votem em quem chamou de miliciano.

O que vale até domingo

Com o fim da campanha de rua, os candidatos deixam de pedir voto em atos públicos e a decisão passa ao eleitor nas urnas, no domingo. O vencedor governa o país a partir de 2027.

MB

Repórter de Política e Economia do Real Nacional. Cobre Brasília, Congresso, tribunais, contas públicas e as eleições de 2026. Mais textos · Expediente · Política editorial

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