terça-feira, 27 de outubro de 2026 · Edição diária

Inteligência artificial · Política · Poder econômico

EAF destina R$ 365 milhões do leilão de 5G a data center de IA da União, operado pela Telebras

O Gaispi aprovou o uso de recursos da venda da faixa de 3,5 GHz em uma infraestrutura pública com 48 GPUs, de titularidade da União. O prazo estimado é de 12 meses, e a proposta ainda depende do conselho da Anatel.

Corredor de servidores em um data center
O projeto prevê um módulo de IA com 20 racks, seis servidores com GPU e refrigeração líquida, segundo a Convergência Digital. Foto: Pexels / Brett Sayles

O Gaispi, grupo que coordena os projetos a serem implantados pela EAF com os recursos do leilão de 5G, decidiu nesta terça-feira (27) destinar cerca de R$ 365 milhões a um data center público voltado a inteligência artificial, segundo a Convergência Digital. A infraestrutura terá titularidade da União e será operada pela Telebras.

Há uma divergência de valores na própria reportagem: o título fala em R$ 365 milhões, e o corpo do texto cita R$ 375 milhões, sem explicar a diferença. O Real Nacional usa o número da manchete e registra a ressalva até que o valor seja confirmado oficialmente.

De onde vem o dinheiro

Os recursos da EAF vêm da venda da faixa de 3,5 GHz às operadoras de telecomunicações, no leilão de 5G. Cabe à EAF executar a obra, em um modelo semelhante ao usado na Rede Privativa de Comunicação da Administração Pública Federal, de acordo com a reportagem.

O Gaispi afirmou que há caixa para uso imediato e que a execução pode começar mesmo que os projetos atuais da EAF ainda não estejam concluídos. A reportagem não cita nomes de integrantes do grupo nem lista os outros projetos em andamento.

O que o projeto prevê

O módulo de IA terá 20 racks de 42U, rede de alta velocidade, seis servidores com GPU somando 48 GPUs, nove servidores de CPU, armazenamento all-flash e armazenamento de objetos. A estrutura também terá até dez racks de colocation, sem compra de servidores nessa etapa inicial.

No campo da infraestrutura, estão previstas alimentação elétrica redundante em A/B, geração de emergência 2N, refrigeração de alta densidade, refrigeração líquida no módulo de IA, conectividade redundante de 2 x 100 Gb e monitoramento contínuo. O terreno tem 5.000 m². A reportagem não informa cidade nem estado.

Prazo e o que ainda falta aprovar

O prazo estimado de implantação é de 12 meses, condicionado à disponibilidade de energia, ao licenciamento e aos cronogramas de fornecimento e integração dos equipamentos. A proposta ainda precisa passar pelo conselho diretor da Anatel.

Na prática, o relógio só começa a contar com a aprovação da Anatel e com a energia garantida no local, que ainda não foi divulgado. Sem esses dois itens, os 12 meses não valem. Para órgãos públicos que hoje contratam processamento de terceiros, o ponto a acompanhar é quando a Telebras abrirá a capacidade e em quais condições, informação que a reportagem não traz.

MB

Repórter de Política e Economia do Real Nacional. Cobre Brasília, Congresso, tribunais, contas públicas e as eleições de 2026. Mais textos · Expediente · Política editorial

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