O Gaispi, grupo que coordena os projetos a serem implantados pela EAF com os recursos do leilão de 5G, decidiu nesta terça-feira (27) destinar cerca de R$ 365 milhões a um data center público voltado a inteligência artificial, segundo a Convergência Digital. A infraestrutura terá titularidade da União e será operada pela Telebras.
Há uma divergência de valores na própria reportagem: o título fala em R$ 365 milhões, e o corpo do texto cita R$ 375 milhões, sem explicar a diferença. O Real Nacional usa o número da manchete e registra a ressalva até que o valor seja confirmado oficialmente.
De onde vem o dinheiro
Os recursos da EAF vêm da venda da faixa de 3,5 GHz às operadoras de telecomunicações, no leilão de 5G. Cabe à EAF executar a obra, em um modelo semelhante ao usado na Rede Privativa de Comunicação da Administração Pública Federal, de acordo com a reportagem.
O Gaispi afirmou que há caixa para uso imediato e que a execução pode começar mesmo que os projetos atuais da EAF ainda não estejam concluídos. A reportagem não cita nomes de integrantes do grupo nem lista os outros projetos em andamento.
O que o projeto prevê
O módulo de IA terá 20 racks de 42U, rede de alta velocidade, seis servidores com GPU somando 48 GPUs, nove servidores de CPU, armazenamento all-flash e armazenamento de objetos. A estrutura também terá até dez racks de colocation, sem compra de servidores nessa etapa inicial.
No campo da infraestrutura, estão previstas alimentação elétrica redundante em A/B, geração de emergência 2N, refrigeração de alta densidade, refrigeração líquida no módulo de IA, conectividade redundante de 2 x 100 Gb e monitoramento contínuo. O terreno tem 5.000 m². A reportagem não informa cidade nem estado.
Prazo e o que ainda falta aprovar
O prazo estimado de implantação é de 12 meses, condicionado à disponibilidade de energia, ao licenciamento e aos cronogramas de fornecimento e integração dos equipamentos. A proposta ainda precisa passar pelo conselho diretor da Anatel.
Na prática, o relógio só começa a contar com a aprovação da Anatel e com a energia garantida no local, que ainda não foi divulgado. Sem esses dois itens, os 12 meses não valem. Para órgãos públicos que hoje contratam processamento de terceiros, o ponto a acompanhar é quando a Telebras abrirá a capacidade e em quais condições, informação que a reportagem não traz.



