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Gemini Notebook grava reuniões e aulas no celular, mas sessões param em 1 hora

O app do Google, antes chamado NotebookLM, ganhou gravador no Android e no iPhone: transcreve a fala e a usa como fonte de pesquisa, sem guardar o áudio. Cada sessão tem limite de uma hora.

Pessoa grava uma reunião com o celular sobre uma mesa
O gravador do Gemini Notebook funciona em segundo plano e com a tela bloqueada, segundo o Google. Foto: Pexels / ANTONI SHKRABA production

O Gemini Notebook, aplicativo de pesquisa com inteligência artificial do Google, ganhou um gravador integrado para registrar aulas, reuniões e anotações faladas direto no celular, informou o Canaltech nesta quinta-feira (29). O conteúdo gravado vira fonte de consulta dentro do app, sem a etapa de gravar em outro programa e enviar o arquivo depois.

O recurso está disponível para Android e iPhone, inclusive no Brasil, com suporte ao português. A ferramenta se chamava NotebookLM e passou a se chamar Gemini Notebook em julho de 2026. O Google já havia apresentado o gravador em setembro, dentro de um pacote de recursos voltados a estudo.

Como o gravador funciona

O app transcreve a fala e adiciona o texto às fontes do notebook. De acordo com o Google, o áudio original não fica armazenado como fonte. Sobra apenas a transcrição, que o usuário pode consultar depois.

A captura segue ativa em segundo plano e com a tela bloqueada. Os controles permitem pausar, retomar ou descartar a gravação. Cada sessão pode durar até uma hora, limite que pesa para quem registra palestras longas ou reuniões de uma manhã inteira.

Para começar, o usuário abre o app, cria um notebook ou escolhe um existente e toca no microfone. Nos notebooks já criados, o botão fica na aba Fontes. Se o sistema pedir, é preciso autorizar o uso do microfone. Ao tocar em Parar, a transcrição fica disponível para consulta.

O que dá para pedir à IA

Com a gravação transcrita, o usuário pode pedir resumos, consultar assuntos citados ou fazer perguntas ao material. Os exemplos dados na matéria são a lista de decisões tomadas numa reunião e a explicação de conceitos vistos numa aula.

O Google sugere ainda combinar a gravação com fotos de anotações manuscritas, de modo que o notebook reúna a fala e o que foi escrito no caderno. O texto do Canaltech não informa se o recurso exige plano pago nem cita preços.

Consentimento e conferência das respostas

O Google orienta pedir autorização às outras pessoas antes de gravá-las. O aviso vale para reuniões de trabalho e aulas, em que há terceiros falando. A empresa também recomenda conferir as respostas da IA, que pode errar ao interpretar os materiais.

Na prática, o recurso encurta o caminho de quem já usava o app para estudar ou organizar pesquisas. A transcrição entra como fonte ao lado de documentos e fotos, e as respostas passam a depender da qualidade do que foi captado no microfone. Quem for usar em reuniões deve combinar a gravação com os participantes e revisar decisões e prazos no texto original antes de agir sobre o resumo.

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Repórter de Tecnologia e Inteligência Artificial do Real Nacional. Cobre inteligência artificial, infraestrutura digital, regulação de tecnologia e as empresas que constroem a IA no Brasil. Mais textos · Expediente · Política editorial

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