O Google lançou a Connected Apps Platform, plataforma que integra aplicativos de terceiros ao Gemini e à Busca e permite ao usuário consultar informações pessoais e executar tarefas, como fazer reservas, sem sair da conversa com a IA ou da página de resultados, segundo o Canaltech nesta quinta-feira (29). Mais de 50 apps já estão disponíveis, nas áreas de produtividade, saúde, comércio e venda de ingressos.
A base técnica é o Model Context Protocol (MCP), padrão aberto para ligar serviços a modelos de IA. O desenvolvedor pode conectar o aplicativo por servidores MCP hospedados na nuvem ou usar o Android MCP, que roda as integrações localmente no celular por meio das APIs Jetpack AppFunctions.
Quem já está dentro
Adobe, Experian, Localiza e Peloton já estão integradas ao Gemini, e a chegada delas à Busca está prevista para as próximas semanas. Na Busca, já funcionam Instacart, Canva, YouTube Music, Yahoo Fantasy Football e Sleeper Fantasy Football. O aplicativo de meditação Calm será integrado ao Gemini e à Busca em breve.
A presença da Localiza e da Experian, duas marcas com operação no Brasil, não significa que o recurso funcione por aqui. O Canaltech não informa disponibilidade no país nem data para isso.
O painel de controle do desenvolvedor
As integrações são gerenciadas no Google Connected Console. Nele, o desenvolvedor registra e testa os serviços, configura a autenticação OAuth 2.1, acompanha tráfego, latência e erros e escolhe se o app aparece no Gemini, na Busca ou nos dois. A verificação de contas e logotipos também passa pelo painel.
A escolha entre Gemini e Busca importa porque define onde a empresa será encontrada. Um app liberado só para a Busca, por exemplo, não aparece nas conversas com o assistente.
Acesso ainda restrito aos EUA
A plataforma começou numa fase de testes limitada a desenvolvedores dos Estados Unidos. Quem está em outros países pode entrar na lista de espera do beta público, no endereço developers.google.com/connected-apps. O Google afirma que o acesso será ampliado aos poucos, nos próximos meses, para mais desenvolvedores, regiões e produtos.
Para empresas brasileiras com aplicativo ou serviço digital, a consequência prática é de prazo: a entrada na lista de espera é o único caminho aberto hoje, e quem quiser aparecer dentro do Gemini ou da Busca precisará ter um servidor MCP ou uma integração Android pronta quando o acesso for liberado. O Google não deu data para isso.



