quinta-feira, 29 de outubro de 2026 · Edição diária

Inteligência artificial · Política · Poder econômico

Google liga Gemini e a Busca a mais de 50 apps, com Localiza e Experian, mas só devs dos EUA testam

A Connected Apps Platform permite consultar dados pessoais e fechar tarefas, como reservas, dentro do Gemini e da Busca. Há mais de 50 apps disponíveis, mas o acesso para desenvolvedores está restrito aos Estados Unidos.

Smartphone exibindo a busca do Google
O Google anunciou na quinta-feira (29) a Connected Apps Platform, que integra aplicativos de terceiros ao Gemini e à Busca. Foto: Pexels / Sanket Mishra

O Google lançou a Connected Apps Platform, plataforma que integra aplicativos de terceiros ao Gemini e à Busca e permite ao usuário consultar informações pessoais e executar tarefas, como fazer reservas, sem sair da conversa com a IA ou da página de resultados, segundo o Canaltech nesta quinta-feira (29). Mais de 50 apps já estão disponíveis, nas áreas de produtividade, saúde, comércio e venda de ingressos.

A base técnica é o Model Context Protocol (MCP), padrão aberto para ligar serviços a modelos de IA. O desenvolvedor pode conectar o aplicativo por servidores MCP hospedados na nuvem ou usar o Android MCP, que roda as integrações localmente no celular por meio das APIs Jetpack AppFunctions.

Quem já está dentro

Adobe, Experian, Localiza e Peloton já estão integradas ao Gemini, e a chegada delas à Busca está prevista para as próximas semanas. Na Busca, já funcionam Instacart, Canva, YouTube Music, Yahoo Fantasy Football e Sleeper Fantasy Football. O aplicativo de meditação Calm será integrado ao Gemini e à Busca em breve.

A presença da Localiza e da Experian, duas marcas com operação no Brasil, não significa que o recurso funcione por aqui. O Canaltech não informa disponibilidade no país nem data para isso.

O painel de controle do desenvolvedor

As integrações são gerenciadas no Google Connected Console. Nele, o desenvolvedor registra e testa os serviços, configura a autenticação OAuth 2.1, acompanha tráfego, latência e erros e escolhe se o app aparece no Gemini, na Busca ou nos dois. A verificação de contas e logotipos também passa pelo painel.

A escolha entre Gemini e Busca importa porque define onde a empresa será encontrada. Um app liberado só para a Busca, por exemplo, não aparece nas conversas com o assistente.

Acesso ainda restrito aos EUA

A plataforma começou numa fase de testes limitada a desenvolvedores dos Estados Unidos. Quem está em outros países pode entrar na lista de espera do beta público, no endereço developers.google.com/connected-apps. O Google afirma que o acesso será ampliado aos poucos, nos próximos meses, para mais desenvolvedores, regiões e produtos.

Para empresas brasileiras com aplicativo ou serviço digital, a consequência prática é de prazo: a entrada na lista de espera é o único caminho aberto hoje, e quem quiser aparecer dentro do Gemini ou da Busca precisará ter um servidor MCP ou uma integração Android pronta quando o acesso for liberado. O Google não deu data para isso.

AD

Repórter de Tecnologia e Inteligência Artificial do Real Nacional. Cobre inteligência artificial, infraestrutura digital, regulação de tecnologia e as empresas que constroem a IA no Brasil. Mais textos · Expediente · Política editorial

Leia também

O essencial de IA e poder no Brasil, toda manhã.

Uma leitura de 4 minutos com o que move Brasília, o mercado e a corrida da inteligência artificial. Sem ruído.