O Google anunciou na quarta-feira (28) que vai exibir anúncios no Modo IA, seu buscador conversacional, no Brasil ainda no quarto trimestre de 2026. O aviso saiu logo depois da divulgação dos resultados trimestrais da empresa, segundo a Exame, e coloca o país na segunda leva de mercados com publicidade dentro das respostas de inteligência artificial.
A expansão ocorre num momento em que a OpenAI monta, no Brasil, equipe, escritório e estratégia comercial voltados ao segmento de negócios, também de acordo com a Exame. A OpenAI já lançou uma estratégia de publicidade dentro do ChatGPT. O Brasil aparece, assim, como um dos mercados em que as duas empresas disputam o mesmo orçamento de anunciantes.
O que o Google disse sobre os anúncios
Quem apresentou o plano foi Shashi Thakur, vice-presidente de Anúncios de Busca e Experiências do Google. Ele afirmou que, no Modo IA, as buscas são em média três vezes mais longas do que as pesquisas tradicionais, e que a IA ajuda a empresa a entender melhor o que as pessoas procuram e a conectá-las a empresas e marcas.
Thakur disse ainda que, no quarto trimestre, a empresa planeja expandir o formato para outros locais, entre eles Brasil, México e Reino Unido. O recurso já está habilitado em Estados Unidos, Austrália, Canadá, Índia, Quênia, Malásia, Nova Zelândia, Nigéria, Paquistão, Filipinas e Singapura.
Por que o Brasil importa para a conta do Google
A receita publicitária do Google cresceu 11% no terceiro trimestre de 2026 e chegou a US$ 82 bilhões, segundo a Exame. O texto classifica o Brasil como um dos principais mercados de publicidade da empresa, o que ajuda a explicar a pressa em levar o novo formato para cá antes do fim do ano.
Buscas mais longas, como as descritas por Thakur, dão ao anunciante mais contexto sobre a intenção de quem pergunta. Para o Google, o desafio é manter na resposta de IA a receita que hoje vem da lista de links patrocinados da busca tradicional.
O que muda para anunciantes e agências
Empresas brasileiras que compram mídia no Google passam a ter, a partir do quarto trimestre, mais um espaço de exibição dentro de respostas geradas por IA. A Exame não detalhou formatos, preços nem a data exata de início no país, e esses pontos ainda dependem de comunicação do Google.
Do lado da OpenAI, a estrutura que a empresa monta no Brasil indica que o ChatGPT também deve disputar verba de anunciantes locais. Com os dois serviços oferecendo publicidade em conversas com IA, agências e departamentos de marketing terão de decidir como dividir o orçamento entre a busca tradicional e os assistentes.



