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Lula retoma viagens em novembro e deve ver Trump no G20, em clube de golfe do americano

Segundo a Agência Brasil, o presidente deve ir à COP31 na Turquia (9 a 20 de novembro), ao Mercosul em Montevidéu (4 de dezembro) e ao G20 na Flórida (14 de dezembro). Nenhuma viagem está confirmada pelo Planalto.

Líderes mundiais reunidos em uma cúpula internacional
Lula deve retomar a agenda internacional a partir de novembro, depois da campanha pela reeleição. Foto: Pexels / iam luisao

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve retomar os compromissos internacionais a partir de novembro, depois de percorrer o país na campanha pela reeleição, informou a Agência Brasil nesta terça-feira (27). A agenda prevista inclui uma cúpula do G20 nos Estados Unidos, que seria o primeiro encontro entre ele e o presidente Donald Trump desde a vitória nas urnas.

De acordo com a reportagem, nenhuma das viagens está confirmada pelo Palácio do Planalto. A Secretaria de Comunicação Social (Secom) trata as datas apenas como previstas.

Três viagens em sete semanas

A primeira é a COP31, a conferência do clima da ONU, marcada de 9 a 20 de novembro em Antalya, na Turquia. A Agência Brasil registra a expectativa de que Lula aproveite a viagem para visitar também as Filipinas.

A segunda é a 69ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados, em 4 de dezembro, em Montevidéu, no Uruguai. O bloco reúne Argentina, Bolívia (em processo de adesão), Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela, que está suspensa. Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Panamá, Peru e Suriname participam como Estados associados.

A terceira é a Cúpula do G20, em 14 de dezembro, no Trump National Doral Miami, na Flórida. O local é um clube de golfe de propriedade do próprio Trump, o que dá ao encontro um cenário político incomum para uma reunião de líderes das maiores economias do mundo.

O ruído de Trump sobre a eleição

A viagem aos Estados Unidos acontece depois de Trump comentar o resultado brasileiro. Na segunda-feira (26), segundo a Agência Brasil, o americano afirmou, sem apresentar provas, que a eleição "pareceu fraudada". Ele também questionou a prorrogação do horário de votação e repetiu o posicionamento da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), derrotado no segundo turno.

Foi a esse contexto que a reportagem ligou a reação do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), cuja resposta à fala de Trump aparece em matéria relacionada do mesmo veículo.

O que a agenda coloca na mesa

Para o governo, as três paradas têm destinatários diferentes: a COP31 reúne a pauta ambiental, o Mercosul concentra a relação comercial com os vizinhos e o G20 é o único dos três que põe Lula diante de Trump. Como as datas dependem de confirmação do Planalto, mudanças de calendário ainda são possíveis, e a presença em Miami será a que mais atenção vai atrair, pelo histórico recente de declarações do presidente americano sobre o processo eleitoral brasileiro.

MB

Repórter de Política e Economia do Real Nacional. Cobre Brasília, Congresso, tribunais, contas públicas e as eleições de 2026. Mais textos · Expediente · Política editorial

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