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OpenAI planeja comprar chips TPU do Google, que aluga desde 2025, e mira a dependência da Nvidia

Segundo o The Information, a OpenAI quer passar do aluguel à compra das TPUs do Google, mas a reportagem não revela valor, volume nem prazo do negócio.

Corredor de servidores em um data center com processadores para inteligência artificial
As TPUs do Google servem tanto para treinar modelos de IA quanto para a inferência, etapa em que o modelo responde aos usuários. Foto: Pexels / Jakub Pabis

A OpenAI planeja comprar chips de inteligência artificial do Google, de acordo com reportagem do The Information divulgada nesta terça-feira (27) e resumida pelo Olhar Digital. Os processadores são as TPUs (Tensor Processing Units), que o Google desenvolveu como alternativa às GPUs da Nvidia, hoje a principal fornecedora de hardware para IA.

A empresa dona do ChatGPT não parte do zero. Segundo o Olhar Digital, ela aluga chips de IA do Google desde 2025, e a compra seria um passo além do contrato atual. Nem o The Information nem o veículo que resumiu a notícia informam em que formato o negócio seria fechado.

O que a reportagem não informa

O texto não revela o valor da transação, o número de processadores envolvidos nem o cronograma de entrega. Também não esclarece se a OpenAI pretende substituir equipamentos que já tem ou apenas acrescentar mais uma opção de processamento à sua infraestrutura.

A Reuters pediu comentário ao Google, que não respondeu. A OpenAI recusou-se a comentar. Sem confirmação das duas empresas, a informação segue como relato de reportagem, não como acordo anunciado.

Do aluguel de 2025 à compra

O aluguel foi noticiado em junho de 2025 pelo The Information e pela Reuters. Na época, segundo o site Data Center Dynamics, que resumiu os relatos, a OpenAI passou a usar TPUs por meio do Google Cloud com a expectativa de reduzir o custo de inferência, a etapa em que um modelo já treinado processa pedidos e produz respostas. O mesmo relato dizia que o Google não oferecia à OpenAI suas TPUs mais potentes, reservadas aos próprios modelos.

As TPUs, de acordo com o Olhar Digital, atendem tanto ao treinamento de modelos quanto à inferência. Isso as torna candidatas a substituir parte do trabalho que hoje recai sobre as GPUs da Nvidia.

Concorrente que vira fornecedor

O Google desenvolve modelos próprios e disputa com a OpenAI produtos e serviços de IA. Ainda assim, seus chips podem atender a necessidades de infraestrutura de terceiros, o que coloca a empresa no papel de rival e fornecedora ao mesmo tempo.

O interesse da OpenAI em novas fontes de hardware aparece em meio a outras movimentações recentes da companhia. O Olhar Digital registrou, em 22 de outubro, que ela negocia uma rodada de R$ 162 bilhões com investidores dos Emirados Árabes Unidos. Dinheiro novo e acesso a chips costumam andar juntos no setor, já que o custo de treinar e operar modelos de IA depende da capacidade de computação disponível.

O que a diversificação de chips pode mudar

Segundo o Olhar Digital, a busca por alternativas pode ajudar empresas de IA a ampliar a capacidade computacional e a diversificar fornecedores. Para a Nvidia, a leitura é de que um de seus maiores clientes testa outro caminho. Para o Google, é a chance de vender TPUs fora de sua própria nuvem.

Por enquanto, o efeito prático depende de dados que a reportagem não trouxe: quanto a OpenAI pagaria, quantas unidades levaria e se a compra reduziria o uso de GPUs da Nvidia ou apenas somaria capacidade. Até que as empresas confirmem os termos, quem acompanha o setor tem só a informação de que a conversa existe.

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Repórter de Tecnologia e Inteligência Artificial do Real Nacional. Cobre inteligência artificial, infraestrutura digital, regulação de tecnologia e as empresas que constroem a IA no Brasil. Mais textos · Expediente · Política editorial

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