sábado, 19 de setembro de 2026 · Edição diária

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Lula rejeita rotular PCC e CV como terroristas e cita o 8 de Janeiro

Em evento de segurança no Rio nesta sexta (18), o presidente contestou a classificação dos EUA sobre PCC e Comando Vermelho e disse que terrorismo foi o plano golpista de 8 de janeiro.

Luiz Inácio Lula da Silva
Lula rejeitou classificar PCC e CV como terroristas e apontou o 8 de Janeiro como terrorismo de Estado. Foto: Palácio do Planalto from Brasilia, Brasil / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) rejeitou nesta sexta-feira (18) a classificação do PCC e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos Estados Unidos. Em evento sobre segurança pública no Rio de Janeiro, ele afirmou que "terrorismo" foi o 8 de Janeiro e o planejamento de assassinato de autoridades na trama golpista.

A fala veio após documento do governo norte-americano acusar o Brasil de não enfrentar de forma adequada as duas facções, já tratadas por Washington como organizações terroristas estrangeiras. Lula disse não aceitar a ideia de que as facções sejam terroristas "como diz o Trump" e associou o uso da palavra a terrorismo de Estado.

"Quando o Trump fala em terrorismo, ele fala em terrorismo de Estado, não fala da briga pelo poder. Quem era isso era o [Jair] Bolsonaro tentando dar o golpe de 8 de janeiro", afirmou o petista, segundo a Gazeta do Povo. Em seguida, citou o plano que, segundo as investigações, previa a morte dele, do vice Geraldo Alckmin (PSB) e do ministro Alexandre de Moraes: "Isso é terrorismo, pensando em matar Lula, Alckmin e até Alexandre de Moraes. Esse era o plano. Isso é terrorismo de Estado".

O presidente reconheceu, porém, que a atuação das facções produz efeitos semelhantes ao terror sobre moradores de áreas dominadas pelo crime, com ameaças a famílias e cobranças ilegais. Sobre o Rio, disse que bandidos e milicianos deixam a população "assustada" e, se reeleito, prometeu retomar territórios ocupados por criminosos.

Lula também citou a PEC da Segurança Pública no Congresso e falou em criar o Ministério da Segurança Pública. A declaração entra na disputa eleitoral de 2026, em meio a críticas de Donald Trump e de aliados de Flávio Bolsonaro (PL) à política de segurança do governo.

Fontes consultadas

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Repórter de Tecnologia e Inteligência Artificial do Real Nacional. Cobre inteligência artificial, infraestrutura digital, regulação de tecnologia e as empresas que constroem a IA no Brasil. Mais textos · Expediente · Política editorial

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