sábado, 12 de setembro de 2026 · Edição diária

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Lula será o único líder fundador dos Brics fora da cúpula na Índia

O encontro em Nova Délhi vai de sábado (12) a domingo (13). Putin, Xi, Modi e Ramaphosa estarão lá. O Brasil manda o chanceler Mauro Vieira. Lula ficou na campanha.

Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República, de terno, em cerimônia no Palácio do Planalto
Lula será o único líder dos cinco países fundadores dos Brics ausente da cúpula em Nova Délhi neste fim de semana. Foto: Ricardo Stuckert / Presidência da República

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será o único líder dos cinco países fundadores dos Brics a não ir à cúpula do bloco em Nova Délhi. O Poder360 publicou neste sábado (12), às 4h50, com Eric Napoli, de Pequim. O encontro vai de sábado a domingo (13). Em campanha, Lula mandou o chanceler Mauro Vieira representar o Brasil.

Estarão na Índia Vladimir Putin (Rússia, no poder desde 2012), Xi Jinping (China, 2013), Narendra Modi (Índia, 2014) e Cyril Ramaphosa (África do Sul, 2018). Sem Lula, os cinco fundadores não se reúnem de novo. A última vez foi em 2019, em Brasília, ainda com Jair Bolsonaro. O bloco hoje tem 11 membros.

Lula é um entusiasta dos Brics, mas preferiu a agenda eleitoral. Primeiro turno em 4 de outubro. Vieira, ministro das Relações Exteriores, assume a cadeira brasileira nas mesas de Nova Délhi.

Xi volta à Índia e Putin reaparece

A cúpula marca o retorno de Xi Jinping à Índia depois de sete anos. Leva comitiva de 400 pessoas. Pequim e Nova Délhi se reaproximam desde 2024, depois do confronto fronteiriço de 2020, com 24 mortos. Modi esteve na China no ano passado, a primeira visita do indiano em sete anos. A China segue armando o Paquistão, rival da Índia.

Putin desembarcou na sexta (11). Não veio à cúpula de 2025, no Brasil: o Tribunal Penal Internacional tem mandado de prisão contra ele por crimes de guerra na Ucrânia. A Índia não é signatária do TPI. Também sentam à mesa o iraniano Masoud Pezeshkian e representantes de países árabes atacados pelo Irã neste ano, em bases americanas. A guerra no Oriente Médio entra na pauta, com Rússia, China e Índia como mediadores.

MB

Repórter de Política e Economia do Real Nacional. Cobre Brasília, Congresso, tribunais, contas públicas e as eleições de 2026. Mais textos · Expediente · Política editorial

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