O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que vai reforçar a Donald Trump, na Assembleia Geral da ONU em Nova York, que o Brasil não aceita interferência americana nas eleições. O G1 publicou na sexta (11) às 21h48, com Isabella Calzolari. O Poder360 registrou às 22h58. O encontro é na abertura da 81ª sessão, no dia 22 de setembro. Lula fala primeiro. Trump, como anfitrião, em seguida.
A declaração saiu em ato de campanha em Porto Alegre. Lula ensaiou o recado: "Eu vou falar, 'ou baixinho', ele é mais alto que eu, 'eu vou dizer: eu não me meto nas eleições americanas porque é uma coisa que interessa ao povo americano, você foi eleito e eu respeito o resultado das eleições. Por favor, não mexa com filho da dona Lindu porque eu gosto de todo mundo, de respeitar e gosto de ser respeitado'."
O petista afirmou que "a extrema-direita representada pelo presidente dos Estados Unidos tem tentado influenciar em várias eleições na América Latina" e que Trump "tem sido o modelo de cabo eleitoral para a extrema-direita". Já falou por telefone com o americano: "Não se meta nas eleições brasileiras porque se meter, vai perder." São 203 anos de relação diplomática, disse. "Nenhum presidente de outro país vai meter bedelho nas nossas eleições."
A química de 2025
Foi na Assembleia Geral do ano passado que Trump falou em "química excelente" com Lula, depois de um abraço no plenário. Também criticou, sem citar nomes, "censura, repressão, corrupção judicial e perseguição a críticos políticos" no Brasil. Um mês depois, os dois se reuniram 45 minutos na Malásia. A última conversa foi um telefonema de 1h20, pedido por Lula. Trump perguntou sobre outubro. Lula repetiu: o Brasil não aceita ingerência.
A 81ª Assembleia reúne os 193 Estados em seis dias de trabalhos. O palco é o mesmo. O recado, desta vez, é eleitoral. Primeiro turno em 4 de outubro.



