André Mendonça, ministro do STF, afirmou neste domingo (13) que abrir a íntegra do celular de Daniel Vorcaro "somente contribuiria para tumultuar o julgamento" marcado para terça (15) e "colocaria em risco todo o seguimento e êxito das investigações". O g1 publicou às 14h20, com Márcio Falcão e Gustavo Garcia.
Zanin, Gilmar Mendes e o próprio Alexandre de Moraes cobraram acesso ao espelhamento do iPhone apreendido pela PF no caso Banco Master. Moraes escreveu que "não cabe ao relator escolher quais os documentos acessíveis ao Colegiado". Mendonça rebateu: todos os ministros têm o mesmo material que ele usará na sessão.
Delegados em 24 horas
No mesmo ofício, pediu a Edson Fachin que determine a quatro delegados da PF informações em 24 horas sobre o envio de relatórios e mídias ao gabinete em março de 2026, inclusive se sofreram "constrangimentos". A PF já respondeu neste domingo que o aparelho original está seguro e que pode mandar cópias idênticas aos gabinetes. Disse ainda que o arquivo de março era uma cópia, a pedido do relator.
A sessão de terça analisa o relatório da PF sobre mensagens entre Vorcaro e Moraes. A ala do ministro articula preliminares para barrar a apuração. Mendonça citou Fachin: a gravidade dos fatos não autoriza atalhos, mas também não tolera subterfúgios.



