A Polícia Federal já mirou 7 institutos de previdência que aplicaram no Banco Master desde novembro de 2025. O Poder360 publicou neste domingo (13), às 6h, com Leonardo Gimenes, de Brasília. Fundos de 6 Estados foram alvo: Rio de Janeiro, Amapá, Alagoas, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Pernambuco.
A maior parte entrou em letras de crédito sem cobertura do Fundo Garantidor de Crédito. Operação mais arriscada. Em troca, os governos ganhavam promessa de retorno acima da média do mercado.
O caso de maior impacto é o Rioprevidência, fundo dos servidores do Rio. Três ações da PF. No total, a polícia apura R$ 3 bilhões no banco de Daniel Vorcaro. A operação Barco de Papel, em 23 de janeiro e 3 de fevereiro, olhou R$ 970 milhões em letras financeiras de outubro de 2023 a julho de 2024, na gestão de Cláudio Castro (PL). Na 8ª fase da Compliance Zero, em 26 de maio, vieram mais R$ 2,01 bilhões, a partir de julho de 2024, em fundos do Master.
Sem FGC, com promessa de juro alto
A Compliance Zero começou na 10ª Vara Federal de Brasília, em novembro de 2025. Em dezembro, o caso subiu ao STF, com Dias Toffoli. André Mendonça assumiu em fevereiro. Vorcaro está preso em Brasília desde março. Entregou proposta de delação. A análise, segundo o Supremo, deve levar semanas.
O recorte de hoje não é o celular, nem o plenário de terça. É o dinheiro da previdência estadual. Seis Estados. Sete institutos. R$ 3 bilhões só no Rio.



