O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou nesta segunda-feira (26), em vídeo publicado nas redes sociais, que a chance de anular a eleição presidencial é "praticamente nula". Ele também pediu que apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) não saiam às ruas por impulso após a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo a Exame.
Lula foi reeleito no domingo (25) para um quarto mandato, não consecutivo, de acordo com a CNN Brasil. A fala de Nikolas é a primeira manifestação longa do parlamentar sobre o resultado e vem de um dos nomes mais ativos da direita nas redes.
O que Nikolas disse no vídeo
Segundo a Exame, o deputado contou que sua primeira reação foi de raiva, indignação e revolta, com vontade de revidar. Em seguida, orientou os eleitores a lidar com o resultado pela fé. Ele disse que uma geração guardará no coração as marcas dessa eleição.
O apelo mais direto foi para que ninguém vá às ruas no calor da emoção. Nikolas afirmou que outras pessoas pagaram um alto preço por isso e encerrou o trecho com um "não façam isso", conforme a reportagem.
Mesmo admitindo que a anulação é improvável, o deputado manteve o tom de desconfiança. Disse que há perguntas sem resposta sobre o processo eleitoral e criticou a prorrogação da votação, que ocorreu em meio a relatos de problemas no transporte público, chuvas, alagamentos, interdições e falta de energia.
A prorrogação que sustenta as dúvidas
Na tarde de domingo, as campanhas de Lula e de Flávio acionaram a Justiça Eleitoral e o STF para pedir mais tempo de votação no segundo turno. O ministro Cristiano Zanin divulgou a decisão às 17h03, segundo a Exame.
Como muitas urnas já haviam sido fechadas e a apuração tinha começado, o TSE interrompeu temporariamente a contagem e a divulgação dos resultados. A votação foi encerrada de novo às 19h, e a apuração foi retomada. Ou seja, o pedido de prorrogação partiu das duas campanhas, e é esse episódio que o deputado cita ao falar de dúvidas.
O apelo contra protestos de rua
O vídeo chega no primeiro dia útil depois da votação e dirige-se a eleitores que viam em Flávio a alternativa a Lula. Ao descartar a anulação e desaconselhar mobilizações espontâneas, Nikolas deixa fora da linha de frente um discurso de contestação pelas ruas, ainda que mantenha questionamentos públicos sobre o processo.
A reportagem da Exame não registra, no trecho consultado, pedido formal do deputado ou do PL à Justiça Eleitoral para contestar o resultado.



