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Presidente da Petrobras diz que queda de 11% nas ações após reeleição de Lula foi especulação

Magda Chambriard disse à Reuters que o tombo de cerca de 11% nas ações da estatal na B3 nesta segunda-feira (26) não reflete os fundamentos da empresa e afirmou que compraria papéis da companhia se pudesse.

Plataforma de petróleo da Petrobras
Ações da Petrobras caíam cerca de 11% na B3 na segunda-feira, um dia depois da reeleição de Lula. Foto: Senado Federal / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta segunda-feira (26) que a queda nas ações da estatal após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi um movimento especulativo e não reflete os fundamentos da empresa. A declaração foi dada em entrevista à agência Reuters.

Os papéis da Petrobras negociados na B3 caíam cerca de 11% no pregão desta segunda-feira, primeiro dia de negociação após o segundo turno de domingo (25), quando Lula derrotou o senador Flávio Bolsonaro e garantiu um novo mandato.

Por que a estatal vê especulação no tombo

Segundo Chambriard, a reação do mercado não tem relação com o desempenho operacional ou financeiro da companhia. Ela disse que a Petrobras continua sendo uma empresa sólida, com uma carteira de investimentos ampla, e que não vai se deixar influenciar por movimentos de curto prazo do mercado.

A presidente da estatal foi direta ao comentar o momento para quem tem recursos disponíveis para comprar ações da companhia.

Estratégia da Petrobras não muda com humor do mercado, diz presidente

Chambriard afirmou que a estratégia da Petrobras segue a mesma, independente do humor do mercado em relação ao resultado eleitoral. A declaração ocorre em um momento de volatilidade para ativos brasileiros, com investidores reagindo à perspectiva de continuidade do governo do PT por mais um mandato.

A reeleição de Lula, confirmada no domingo (25) após o segundo turno contra Flávio Bolsonaro, foi seguida de queda generalizada em ativos ligados ao Brasil nas bolsas, com a Petrobras entre os papéis mais afetados por seu peso nas carteiras de fundos e índices locais.

Quem sente a queda no bolso

A oscilação das ações da Petrobras afeta diretamente fundos de pensão, fundos de investimento e investidores pessoa física que têm papéis ON ou PN da estatal em carteira, já que a empresa é uma das maiores pagadoras de dividendos da bolsa brasileira. Para esse grupo, a diferença entre tratar a queda como ruído especulativo, como disse Chambriard, ou como sinal de reprecificação duradoura do risco Brasil deve orientar decisões de manter ou reduzir posição nas próximas semanas.

MB

Repórter de Política e Economia do Real Nacional. Cobre Brasília, Congresso, tribunais, contas públicas e as eleições de 2026. Mais textos · Expediente · Política editorial

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