A Nvidia lançou o RTX Spark, um chip para notebooks que reúne núcleos Arm e gráficos Blackwell e promete até 1 petaflop de desempenho em IA, segundo texto publicado neste sábado (31) pelo Canaltech. O site esteve no evento de lançamento e recebeu um aparelho para testar, mas a review completa ainda está em produção.
O processador, chamado N1X, é fabricado em 3 nanômetros pela TSMC e une a arquitetura Grace, da Arm, a uma GPU Blackwell em um único pacote. O consumo é configurável entre 45 W e 80 W. De acordo com o Canaltech, a proposta é entregar desempenho comparável ao de estações de trabalho em máquinas de até 1,4 cm de espessura.
Duas versões e uma só memória
O N1X tem duas variantes. A de topo traz 20 núcleos de CPU (10 de desempenho e 10 de eficiência), 6.144 núcleos CUDA, até 128 GB de memória LPDDR5X e até 1 petaflop em FP4. A de entrada tem 18 núcleos de CPU (9 de desempenho e 9 de eficiência), 5.120 núcleos CUDA, até 32 GB de memória e até 827 teraflops. As duas usam Tensor Cores de quinta geração, núcleos RT de quarta geração e têm suporte ao DLSS 5.
CPU e GPU se comunicam pelo barramento NVLink-C2C, com 600 GB/s de largura de banda, e dividem a mesma memória. Segundo o Canaltech, isso acaba com a separação entre a memória do sistema e a VRAM da placa de vídeo. A GPU pode alocar quase todos os 128 GB para rodar modelos de linguagem ou carregar texturas, enquanto chips gráficos móveis tradicionais ficam entre 8 GB e 16 GB de VRAM.
IA local no lugar da nuvem
O texto compara o N1X às NPUs integradas aos processadores, que entregam cerca de 40 a 50 TOPS em tarefas simples, como tradução e efeitos de câmera. A plataforma foi desenhada para rodar localmente modelos de IA com bilhões de parâmetros, sem depender de nuvem. As métricas citadas são diferentes (FP4 em petaflops de um lado, TOPS do outro), então a comparação direta pede cautela até haver testes independentes.
Sobre a bateria, o Canaltech informa que o notebook mantém cerca de 99% do desempenho máximo quando funciona só com ela. A análise publicada agora ainda não traz testes próprios, que ficam para a review.
O limite do Windows em Arm
O RTX Spark chega a um terreno que a Qualcomm abriu com os Snapdragon X. O Windows em Arm acumulou problemas de emulação e falta de suporte nativo dos desenvolvedores. O Canaltech diz que os núcleos Arm e o apoio direto da Microsoft permitem rodar aplicativos profissionais, suítes de criação e jogos x86 de forma nativa, mas o próprio texto ressalva que o processo ainda está em andamento e não alcançou o nível da combinação entre x86 e Windows.
O que o comprador ainda não sabe
O texto não informa preço, data de chegada ao Brasil nem quais fabricantes vão vender os notebooks. Fala apenas em várias parceiras da Nvidia. Para quem trabalha com modelos de IA locais ou edição pesada, a decisão de compra depende desses três dados e da compatibilidade dos programas que já usa com o Windows em Arm.



