O candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos, defendeu nesta sexta-feira (29) a criação de um prontuário único eletrônico com inteligência artificial no Sistema Único de Saúde e uma reforma trabalhista para formalizar motoristas e entregadores de aplicativos, segundo o g1. Durante agenda de campanha em São Paulo, o deputado federal afirmou que a integração de dados de saúde poderia zerar as filas do SUS em três anos.
A proposta prevê que toda a trajetória de tratamento de um paciente fique disponível em um aplicativo, com uso de IA para acompanhar o histórico e identificar fatores de risco para doenças como hipertensão e diabetes. Renan atribuiu as dificuldades do sistema público à falta de integração de informações entre unidades de saúde e citou experiências internacionais como referência para a redução de gargalos no atendimento.
Venda de horas no lugar da CLT
Na área trabalhista, o candidato propôs um modelo de contratação baseado na venda de horas de trabalho, com contribuições reduzidas para a seguridade social. A mudança, segundo ele, facilitaria a formalização de trabalhadores que hoje atuam sem vínculo e ampliaria a arrecadação previdenciária sem elevar os custos de contratação.
Renan afirmou que a maior parte dos brasileiros, especialmente os mais jovens, não consegue formalização via CLT ou não a deseja por causa da tributação alta. O modelo proposto garantiria cobertura previdenciária aos profissionais de aplicativos e reduziria a informalidade, de acordo com o deputado.
Quem ganha com a integração de dados
A adoção de prontuário único eletrônico permitiria que médicos e hospitais acessassem o histórico completo de um paciente em qualquer ponto da rede pública, reduzindo a repetição de exames e consultas. A inteligência artificial entraria para analisar padrões e antecipar necessidades de tratamento, segundo a proposta.
O candidato não detalhou o custo de implementação da plataforma nem o prazo para a integração dos sistemas estaduais e municipais de saúde. A meta de zerar as filas em três anos depende de investimento em infraestrutura tecnológica e da adesão de estados e municípios, que administram a maior parte das unidades do SUS.
Na última pesquisa Datafolha, divulgada em agosto, Renan Santos apareceu com 4% das intenções de voto, atrás de Lula (39%), Flávio Bolsonaro (33%), Ronaldo Caiado (5%) e Romeu Zema (3%). O candidato do Missão disputa o eleitorado evangélico e tem concentrado propostas em segurança pública, saúde e trabalho.



