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Sachsida promete fim de privatizações no governo Flávio, mas contradiz plano oficial do PL

O economista Adolfo Sachsida, coordenador do plano econômico de Flávio Bolsonaro, disse em vídeo nesta quinta (8) que Petrobras, Banco do Brasil e Caixa não serão privatizadas, mas o programa oficial do PL prevê revisão caso a caso das estatais.

Adolfo Sachsida, coordenador da área econômica do plano de governo de Flávio Bolsonaro
Adolfo Sachsida gravou vídeo nesta quinta-feira (8) garantindo que estatais não serão privatizadas em um eventual governo Flávio Bolsonaro. Foto: Senado Federal from Brasilia, Brazil / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O economista Adolfo Sachsida, coordenador da área econômica do plano de governo de Flávio Bolsonaro (PL), publicou um vídeo nas redes sociais nesta quinta-feira (8) garantindo que Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal não serão privatizadas se o candidato vencer o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro. A informação foi divulgada pelo g1 e confirmada pelo Poder360 e pela Forbes Brasil.

Segundo o Poder360, Sachsida afirmou que "não existirão privatizações de empresas" e completou: "nenhuma dessas empresas será tocada". O economista, servidor concursado do Ipea desde 1997, prometeu ainda "fortalecer a gestão das estatais" para que elas se tornem mais rentáveis, de acordo com a Forbes.

Contradição com o programa oficial

A garantia de Sachsida contraria o texto oficial do programa de governo de Bolsonaro, que prevê revisão caso a caso das estatais em vez de uma vedação explícita à venda, segundo apurou a Forbes. O documento da campanha não descarta avaliar a privatização de empresas públicas conforme o resultado de cada análise, o que abre espaço para interpretação diferente da fala do coordenador econômico.

Sachsida também respondeu a críticas que circulam sobre o tema classificando como "fake news" as informações de que o PL privatizaria as três companhias, segundo o Poder360. Ele orientou os eleitores a buscar informações no site oficial da campanha.

O alvo declarado do ajuste fiscal

Em vez de cortes em estatais, o economista disse que o ajuste nas contas públicas vai mirar "os excessos do governo", incluindo a redução do número de ministérios e o combate a salários considerados excessivos no funcionalismo. "Não faz sentido um funcionário público ganhar 200 mil reais por mês", afirmou, segundo a Forbes.

Sachsida prometeu ainda reduzir impostos e burocracia para empresas privadas, sem detalhar como essas medidas seriam financiadas. Ele disse também que o governo Flávio vai preservar e fortalecer programas sociais, citando nominalmente o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), de acordo com a Forbes.

O número que falta no plano

Nenhuma das fontes consultadas traz estimativa de quanto a redução de ministérios ou o combate a supersalários representaria em economia para o orçamento, nem um cronograma para a reforma administrativa anunciada. A ausência desse detalhamento deixa em aberto como a campanha pretende compensar a promessa simultânea de reduzir impostos, preservar benefícios sociais e não vender estatais, caso Flávio vença o segundo turno.

Procurada, a campanha de Flávio Bolsonaro não deu detalhes adicionais sobre prazos ou valores do ajuste fiscal proposto por Sachsida até a publicação das reportagens consultadas.

MB

Repórter de Política e Economia do Real Nacional. Cobre Brasília, Congresso, tribunais, contas públicas e as eleições de 2026. Mais textos · Expediente · Política editorial

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