O Vasco da Gama entrou em campo na quinta-feira (29) contra o Flamengo com a marca SportingBot estampada como patrocinadora máster, segundo o Poder360. A SportingBot é um site de estatísticas e notícias desenvolvido com inteligência artificial pela SportingBet, empresa que já patrocinava o clube. O Flamengo venceu por 4 a 1.
Até então, o espaço principal da camisa exibia a marca Sócio Gigante, programa de sócio-torcedor do Vasco. A troca vem de uma mudança regulatória, e não de uma decisão esportiva ou de marketing do clube.
A MP que tirou a casa de apostas da camisa
De acordo com a reportagem, a substituição responde à Medida Provisória nº 1.394, de 2026, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 25 de setembro. A MP proíbe a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa no Brasil. O texto também prevê um período de transição para encerrar operações e retirar materiais publicitários e de patrocínio.
É nesse intervalo que a SportingBet age. Em vez de exibir a marca da casa de apostas, o grupo coloca na camisa um produto alternativo, que não é uma aposta: um site de conteúdo esportivo com IA. O Poder360 informa que a prática tem aparecido em jogos de grande visibilidade.
Palmeiras segue o mesmo caminho
O Palmeiras, que também tem contrato com a SportingBet, adotou a mesma estratégia, segundo a matéria. O clube passou a exibir uma marca chamada Sporting Blog (a grafia é a do Poder360). Os dois clubes, portanto, mantêm a presença do grupo na camisa sem a marca regulada pela MP.
O Poder360 descreve a troca como uma adequação à medida por parte de investidores ligados à SportingBet, que querem preservar o dinheiro aplicado no futebol brasileiro durante a transição. A reportagem não traz declaração de executivos da empresa, do Vasco ou do governo sobre o caso.
O que não muda no caixa do clube
O contrato entre Vasco e SportingBet foi renovado em agosto de 2026, antes da MP. Segundo a reportagem, a troca de marca não altera os termos financeiros, e os pagamentos continuam nos valores definidos na assinatura. A matéria não informa o valor em reais nem a duração do acordo.
Para o clube, a consequência prática é que a receita do patrocínio segue entrando enquanto a camisa muda de nome. A dúvida que a reportagem deixa sem resposta é até quando a transição permite esse tipo de marca substituta, já que o prazo de encerramento das operações não aparece no texto apurado.



