O Federal Reserve elevou nesta quarta-feira (16) a taxa básica de juros dos Estados Unidos em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4% ao ano. Foi a primeira alta desde julho de 2023 e a terceira reunião sob o comando de Kevin Warsh, indicado por Donald Trump para presidir o banco central americano.
A decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) foi unânime e interrompeu cinco reuniões seguidas com juros estáveis. O comunicado cita a disparada do petróleo em meio a tensões no Oriente Médio e a preocupação com a inflação: o CPI de agosto ficou em 3,4% em 12 meses, acima da meta de 2%.
Segundo o Fomc, a atividade americana segue em expansão sólida, os gastos domésticos se mostram resilientes e a taxa de desemprego mudou pouco, em 4,1%. A maioria dos integrantes espera pelo menos mais uma alta de 0,25 ponto em 2026.
Juros mais altos nos EUA reforçam o atrativo dos Treasuries, tendem a fortalecer o dólar e reduzem o apetite por ativos emergentes. No Brasil, isso pressiona o câmbio e a inflação importada, e aumenta o custo de manter a Selic em queda.
Ainda assim, o mercado projeta que o Copom corte a Selic de 14% para 13,75% após 18h30 desta quarta, na última reunião antes das eleições. A Superquarta coloca Fed e Banco Central do Brasil em rumos opostos: alta em Washington, corte esperado em Brasília.



