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Zema chama Motta e Alcolumbre de políticos vendidos na CNN

Na sabatina da CNN Brasil, o presidenciável do Novo disse que já passou da hora de trocar os presidentes da Câmara e do Senado e ligou a crítica à crise no STF.

Romeu Zema
Romeu Zema, candidato do Novo à Presidência Foto: Foto: Adnilton Farias / VPR / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) chamou nesta sexta-feira (4) os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), de "políticos vendidos", durante sabatina da CNN Brasil. A declaração foi registrada pela Rádio Itatiaia e dialoga com trechos da mesma entrevista em que Zema endureceu o tom sobre o caso Banco Master e o Supremo Tribunal Federal (STF).

Questionado sobre a relação com o Congresso caso seja eleito e se Motta e Alcolumbre deveriam permanecer no comando das Casas, Zema respondeu: "Eu acho que já passou da hora de trocá-los. Na minha opinião, são políticos vendidos". Em seguida, ligou a crítica à postura dos dois diante da crise no STF: "Daí o caso do Supremo e eles tentando colocar pano quente. Não são eles que vão resolver os problemas do brasileiro."

Master e Moraes na mesma sabatina

Na mesma entrevista à CNN, Zema classificou como "estarrecedor" que um ministro do STF seja tratado como "consultor jurídico do maior bandido do Brasil", em referência às mensagens entre Alexandre de Moraes e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, reveladas em relatório da Polícia Federal. Disse ser a favor de "apurar tudo" e que, em outro país, o episódio seria "motivo de prisão", não só de demissão.

O ataque a Motta e Alcolumbre amplia pressão política sobre o comando do Congresso no momento em que Alcolumbre resiste a pautar pedidos de impeachment de ministros do STF e Motta tenta administrar a temperatura na Câmara. Zema também rejeitou o modelo de "toma lá, dá cá" e disse que, como governador de Minas, negociou projetos estruturantes sem base tradicional, citando a privatização da Copasa aprovada na Assembleia Legislativa.

A fala coloca Motta e Alcolumbre no mesmo alvo público de um presidenciável com agenda anti-establishment, no auge da crise institucional aberta pelo caso Master. Não há, até agora, resposta formal conjunta dos dois presidentes às acusações feitas na sabatina da CNN.

Repórter de Política e Economia do Real Nacional. Cobre Brasília, Congresso, tribunais, contas públicas e as eleições de 2026. Mais textos · Expediente · Política editorial

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Fontes consultadas

MB

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