quinta-feira, 29 de outubro de 2026 · Edição diária

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Grupo da Anatel aprova R$ 1,66 bilhão do 5G e libera 48 GPUs para data center da União

O GAISPI aprovou R$ 1,66 bilhão em recursos do leilão do 5G: R$ 375 milhões vão para um data center de IA da União com 48 GPUs, operado pela Telebras, e R$ 1,28 bilhão para distribuir conversores de TV 3.0 a quase 910 mil famílias.

Fileiras de servidores em um data center
O data center de inteligência artificial da União terá cerca de 5 mil metros quadrados e será operado pela Telebras. Foto: Pexels

O Grupo de Administração e Implantação da Faixa de 5G (GAISPI), coordenado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), aprovou nesta terça-feira (27) o uso de R$ 1,66 bilhão em recursos excedentes do leilão do 5G, de acordo com reportagem da CNN Brasil. O pacote inclui a aprovação formal de R$ 375 milhões para um data center de inteligência artificial da União, cuja construção já vinha sendo discutida, e destina R$ 1,28 bilhão à distribuição de conversores de TV 3.0 para famílias de baixa renda.

De onde vem a sobra do leilão do 5G

A Entidade Administradora da Faixa (EAF), responsável por aplicar os recursos do leilão em políticas públicas de telecomunicações, apresentou as duas propostas ao GAISPI. Segundo a CNN Brasil, a aprovação ainda precisa passar pelo Conselho Diretor da Anatel antes de entrar em execução.

O dinheiro aprovado vem das economias obtidas na execução dos compromissos originais do leilão. Além dos R$ 1,66 bilhão já destinados, a EAF mantém disponíveis R$ 1,69 bilhão para projetos futuros, preservando uma reserva de R$ 2 bilhões com margem de segurança de 10% sobre o total do fundo.

Edson Holanda, conselheiro da Anatel e presidente do GAISPI, afirmou que a otimização dos recursos amplia o espaço para novas políticas públicas sem alterar as obrigações originalmente previstas no edital do 5G.

O data center de 48 GPUs para a União

A proposta de infraestrutura de inteligência artificial prevê investimento de R$ 375 milhões e a construção de um prédio de aproximadamente 5 mil metros quadrados, com prazo de implantação de 12 meses. O data center terá titularidade da União e será operado pela estatal Telebras.

A estrutura terá dois módulos, segundo a CNN Brasil. O primeiro será dedicado a processamento de inteligência artificial, com 20 racks, seis servidores equipados com 48 GPUs (unidades de processamento gráfico) e sistemas de armazenamento. O segundo módulo abrigará serviços tradicionais de tecnologia da informação e colocação de equipamentos de terceiros.

A fatia maior dos recursos, R$ 1,28 bilhão, vai para a distribuição de conversores de TV 3.0 a famílias de baixa renda em São Paulo, Rio de Janeiro e no Distrito Federal. A iniciativa deve atender cerca de 910 mil famílias, com prioridade para beneficiários do Bolsa Família inscritos no Cadastro Único.

Quem recebe o conversor primeiro

O custo estimado por família é de R$ 1.407,36, e o prazo de distribuição se estende por até 24 meses, com início em São Paulo antes da chegada ao Rio de Janeiro e ao Distrito Federal. A ordem prioriza domicílios já registrados no CadÚnico como beneficiários do Bolsa Família.

Para o data center de IA, o cronograma de 12 meses depende da deliberação final do Conselho Diretor da Anatel, etapa que ainda não tem data confirmada. Até essa decisão, a Telebras aguarda a formalização para assumir a operação da estrutura que vai processar dados do governo federal.

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Repórter de Tecnologia e Inteligência Artificial do Real Nacional. Cobre inteligência artificial, infraestrutura digital, regulação de tecnologia e as empresas que constroem a IA no Brasil. Mais textos · Expediente · Política editorial

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