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Gemini 4 Carbon, do Google, acha falhas de segurança em 88,2% do teste, mas só chega a especialistas

O Google apresentou o Gemini 4 Carbon, que lidera o Artificial Analysis Intelligence Index 5.0 com 59 pontos e trabalhou por dias seguidos em testes internos. O acesso, porém, abre só a um grupo restrito de profissionais de cibersegurança.

Tela com linhas de código e alertas de segurança em um centro de operações
O Google diz que o Gemini 4 Carbon foi treinado para achar e corrigir vulnerabilidades em código. Foto: Pexels / Julio Lopez

O Google anunciou nesta quinta-feira (29) o Gemini 4 Carbon, que a empresa descreve como seu modelo de inteligência artificial mais avançado até agora, com foco em cibersegurança e em tarefas complexas que podem durar vários dias, segundo o Canaltech. O modelo liderou a versão 5.0 do Artificial Analysis Intelligence Index, com 59 pontos.

O lançamento tem uma ressalva importante: o Carbon ainda não está disponível para o público, para desenvolvedores nem para empresas. Nesta semana, o acesso abre apenas a um grupo restrito de profissionais de cibersegurança, que devem dar retorno para o Google ajustar as travas do sistema.

Os números que o Google apresenta

Nos testes de segurança divulgados, o Carbon marcou 88,2% no SEC-bench Pro, que mede a capacidade de identificar falhas. No ExploitGym, que avalia a exploração de vulnerabilidades para medir risco, chegou a 54,8%. No CWE-bench, que testa a correção de código vulnerável, o resultado foi de 71%.

O Google afirma ainda que o modelo dobrou a taxa de sucesso em tarefas de programação segura na comparação com o anterior. A equipe do Chrome, segundo a reportagem, relatou desempenho dez vezes superior ao de um modelo de ponta de outro laboratório na geração de correções de qualidade. A Wiz, empresa de segurança, destacou os resultados do Carbon em testes de invasão de sistemas web.

Em testes internos, de acordo com o Canaltech, o modelo trabalhou por vários dias seguidos para achar a causa de falhas sutis em grandes bases de código e em sistemas de baixo nível. No caminho, superou obstáculos e aplicou correções em trechos vulneráveis.

Resistência a manipulação

O Carbon é construído sobre o Gemini 4 Argon e traz mecanismos de segurança reforçados. No Gray Swan IPI Benchmark, que mede ataques de injeção indireta de comandos (quando instruções maliciosas vêm escondidas em textos que o modelo lê), a taxa de sucesso foi de 0%. No Terminal-Bench 4.0, não houve tentativa de trapaça bem-sucedida.

Esses números vêm do próprio Google e de parceiros citados pela empresa. A reportagem não atribui declarações a pessoas identificadas, e os resultados ainda não passaram por avaliação independente de quem não participou dos testes.

Quanto custa e quando chega ao mercado

O preço promocional repete o do Argon: US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 por milhão de tokens de saída, com desconto de 95% para tokens de entrada em cache. Depois do período promocional, os valores sobem para US$ 4 e US$ 20, respectivamente.

Para quem desenvolve software ou administra a segurança de uma empresa no Brasil, o efeito imediato é pequeno, já que não há acesso. O Google diz que a liberação para desenvolvedores, empresas e produtos de consumo virá só depois dos testes e das avaliações de segurança. A empresa não informou data. Até lá, o custo anunciado indica o que as equipes de tecnologia devem prever: o dobro do preço promocional assim que ele acabar.

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Repórter de Tecnologia e Inteligência Artificial do Real Nacional. Cobre inteligência artificial, infraestrutura digital, regulação de tecnologia e as empresas que constroem a IA no Brasil. Mais textos · Expediente · Política editorial

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