quinta-feira, 29 de outubro de 2026 · Edição diária

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Plataforma de IA criada por ex-executivo da Seara fatura R$ 25 milhões sem nenhum investidor

Fundada pelo ex-executivo da Seara Humberto Abilio, a FoodHub conecta mais de 200 empresas do setor de alimentação, entre elas Habib's e Bob's, e prevê faturar R$ 25 milhões em 2026 sem ter recebido um único real de investidor.

Trabalhador em depósito de distribuição de alimentos
A FoodHub usa inteligência artificial para conectar fornecedores e compradores do setor de alimentação, entre eles as redes Habib's e Bob's. Foto: Pexels

A FoodHub, plataforma que usa inteligência artificial para conectar fornecedores e compradores do setor de alimentação, deve faturar R$ 25 milhões em 2026, segundo reportagem da Exame publicada nesta quinta-feira (29). A empresa foi criada pelo ex-executivo da Seara Humberto Abilio e já reúne mais de 200 companhias, entre elas as redes Habib's e Bob's.

Abilio disse à Exame que a FoodHub nunca recebeu aporte externo. "A companhia foi fundada sem nenhum investidor. Nós não temos investidor, tudo capital próprio", afirmou o fundador.

Como a IA escolhe o fornecedor

Pela plataforma, uma empresa registra a demanda por um insumo em cerca de 60 segundos, segundo Abilio. A partir daí, o sistema de inteligência artificial analisa a capacidade produtiva, a qualidade e a confiabilidade dos fornecedores já cadastrados e apresenta uma classificação dos parceiros mais indicados para atender o pedido.

Além de Habib's e Bob's, a lista de clientes inclui as redes Delly's e PMG, de acordo com a reportagem. Ao todo, a FoodHub soma mais de 200 empresas cadastradas entre fornecedores e compradores do setor de alimentação.

Da indústria de embalagens ao comando da FoodHub

Abilio começou a carreira em 2007 na indústria de embalagens para alimentos, passou por funções de representação comercial e depois assumiu cargo executivo na Seara, companhia mais tarde adquirida pela JBS, onde trabalhou por cinco anos. A vivência no fornecimento para grandes redes de alimentação motivou a criação da FoodHub, segundo a Exame. A operação é tocada por 14 colaboradores, além de uma equipe de desenvolvedores, com sede no bairro Vila Leopoldina, na zona oeste de São Paulo.

Quanto a FoodHub ganha em cada negócio

A plataforma já movimenta cerca de R$ 50 milhões por mês em transações entre fornecedores e compradores, e a previsão é de que o volume passe de R$ 250 milhões no primeiro ano completo de operação, segundo a reportagem. A receita da empresa vem de uma taxa cobrada sobre os negócios fechados por meio da plataforma. "A gente faz o aporte e isso aumenta o nosso prêmio, o nosso ganho", disse Abilio.

A FoodHub planeja expandir a operação para os Estados Unidos, o Oriente Médio, a África e os Emirados Árabes Unidos, de acordo com a Exame. Sem recorrer a investidores, a empresa segue financiando o crescimento com capital próprio, apostando no aumento do volume de transações para sustentar o faturamento projetado de R$ 25 milhões em 2026.

CA

Repórter de Negócios do Real Nacional. Cobre empresas, fusões e aquisições, mercado de capitais e a economia real das companhias brasileiras. Mais textos · Expediente · Política editorial

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