O procurador-geral da República, Paulo Gonet, participa nesta terça-feira (15) da sessão extraordinária do STF que analisa o relatório da Polícia Federal sobre mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e citações ao ministro Alexandre de Moraes. Mesmo citado no mesmo material, Gonet manterá a tese de que a apuração determinada por André Mendonça extrapolou competências e deve ser anulada.
A PGR sustenta nulidade por duas vias. A primeira: Mendonça teria determinado diligências contra pessoas específicas sem pedido do Ministério Público e sem iniciativa da própria PF. A segunda: investigação envolvendo ministro do Supremo depende de autorização do plenário e deveria ter ido à Presidência da Corte, hoje sob Edson Fachin.
Citação no relatório e via interna
Gonet aparece no relatório que Mendonça levou ao plenário. Para tratar da menção ao próprio nome, o procurador-geral acionou o Conselho Superior do Ministério Público Federal, em procedimento preliminar sob relatoria do subprocurador-geral Francisco Sanseverino. Interlocutores da PGR afirmam que ele "mal conhecia" Vorcaro e que o texto policial mistura fatos com suposições.
Na sexta (11), Gonet editou portaria interna para reforçar a equipe do caso Master: além do vice-PGR Hindemburgo Chateaubriand, entraram os subprocuradores Antonio Edílson Teixeira Magalhães e André de Carvalho Ramos.
O que a sessão decide
O plenário discute a Petição 16.662 a partir das 10h, com transmissão pela TV Justiça. O primeiro filtro é a validade do procedimento que gerou o relatório de 218 páginas. Se o STF acolher a tese da PGR, o rito pode encerrar o pedido. Se rejeitar, os ministros avançam sobre o destino das provas e sobre eventual abertura formal de apuração contra Moraes. Fachin ainda calibrava detalhes do rito nas vésperas; a presença de Gonet na tribuna é o ponto firme do roteiro.



