O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, defendeu nesta sexta-feira (4) que o Supremo Tribunal Federal retire o sigilo de todos os inquéritos que apuram ligações entre autoridades e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. A fala foi feita em caminhada na Brasilândia, na zona norte da capital.
Haddad disse que o eleitor não pode chegar às urnas às cegas a 30 dias do pleito e pediu que o STF liberte os autos, inclusive dos ministros do próprio Supremo. Também cobrou um ambiente institucional para que as investigações avancem contra quem quer que seja.
Conduta de grupo
O petista afirmou que existe uma conduta de grupo no entorno de Jair Bolsonaro (PL) que não estaria sendo tratada como uma máfia. Citou o ex-presidente do Banco Central no governo Bolsonaro, três ministros daquela gestão citados nas apurações, doações de campanha a Bolsonaro e a Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o pedido de R$ 134 milhões atribuído a Flávio Bolsonaro junto a Vorcaro.
A declaração ocorre após o ministro André Mendonça retirar o sigilo do processo sobre mensagens entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, o que acirrou a crise no STF nesta semana. Haddad vinculou a transparência das apurações à escolha de presidente e governadores.
Contexto na disputa paulista
Na mesma agenda, Haddad criticou o adversário Tarcísio pela entrega parcial da Linha 6-Laranja do Metrô, dizendo que a prioridade deveria ser a estação da Brasilândia. Também falou em habitação com aluguel social para idosos e em integração de polícias e Receita para combater golpes digitais contra a terceira idade.



