A inflação oficial do Brasil caiu 0,32% em agosto, depois de subir 0,07% em julho. É o IPCA, divulgado pelo IBGE nesta sexta-feira (11). O Poder360 publicou às 9h08, com Simone Kafruni, de Brasília. No ano, o índice acumula 3,11%. Em 12 meses ficou em 4,22%, abaixo dos 4,44% do período anterior e abaixo do teto da meta. Em agosto de 2025, tinha recuado 0,11%.
Habitação puxou a queda, com deflação de 1,87%, a maior para um agosto desde o Plano Real. Energia elétrica residencial caiu 7,63% e tirou 0,33 ponto do IPCA. O motivo: o bônus de Itaipu creditado nas faturas de agosto. A bandeira amarela ficou, com adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh.
Transportes recuou 0,86%. Passagens aéreas despencaram 13,17%. Combustíveis caíram 0,91%: etanol -3,95%, diesel -0,80%, gasolina -0,59%. Só o GNV subiu, 2,62%. Alimentação e bebidas recuou 0,34%. No domicílio, -0,61%. Batata-inglesa -19,89%, cenoura -11,22%, cebola -11,07%, tomate -10,94%, ovo -4,15%, café moído -1,86%. Leite longa vida, frutas e carnes subiram.
O cigarro puxou a alta
Despesas pessoais teve a maior alta, 1,30%, e o maior impacto positivo, 0,13 ponto. Cigarro subiu 19,59% e sozinho pesou 0,11 ponto. Artigos de residência +0,64%, Educação +0,47%, Saúde +0,23%, Vestuário +0,12%.
O resultado entra na reta eleitoral. A Fazenda de Fernando Haddad ganha um número para vender desaceleração. O núcleo ainda depende de energia subsidiada e de alimentos em queda. Sem o bônus de Itaipu, o IPCA de agosto seria outro.
Abaixo do teto, com asterisco
Acumulado em 12 meses em 4,22% fica dentro da banda. Especialistas já trataram o alívio como pontual. O Copom olha o núcleo, não só a conta de luz. O dado, porém, é o que o Palácio precisava nesta sexta.



