O presidente Lula afirmou nesta segunda-feira (24) que pretende acabar com a chamada “taxa das blusinhas” — o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, criado em 2024. O anúncio formal, disse, virá depois de uma reunião com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, marcada para quarta-feira (26). “Vamos anunciar o fim da taxa das blusinhas”, cravou, chamando o senador de “amigo”.
A condição: uma MP até 8 de setembro
A medida não depende só do Planalto. Para manter a isenção do imposto de importação, uma medida provisória precisa ser aprovada pelo Congresso até 8 de setembro — data-limite que cai na semana seguinte ao esforço concentrado de 31 de agosto a 3 de setembro. Sem votação, a MP perde validade e a alíquota continua em vigor.
A lista de prioridades
Na mesma declaração, Lula listou o que quer ver votado na última semana útil do Congresso antes das eleições: a PEC da Segurança Pública, o fim da escala 6x1 e o projeto de minerais críticos. É uma agenda densa para cinco dias — e cada item depende do mesmo Senado que, em fevereiro, deixou caducar a MP do Redata sem votação.
O cálculo eleitoral
A taxa atinge diretamente o consumidor de baixa renda que compra em plataformas asiáticas — o mesmo público das pesquisas em que Lula lidera o primeiro turno com 41%. A reaproximação com Alcolumbre, costurada em agosto, transformou o Senado de obstáculo em aliado da agenda presidencial; a semana de 31 de agosto dirá se a aliança sobrevive à pauta.



