terça-feira, 3 de novembro de 2026 · Edição diária

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Midterms: democratas precisam de 4 cadeiras para tomar a Câmara de Trump, aprovado por 32%

Os democratas precisam de um saldo líquido de quatro cadeiras na Câmara dos EUA para barrar Donald Trump a partir de 2027. O presidente chega à votação desta terça (3) com 32% de aprovação, segundo o agregador da CNN.

Capitólio dos Estados Unidos, sede da Câmara e do Senado
Toda a Câmara e um terço do Senado dos EUA estão em disputa nas eleições de meio de mandato desta terça-feira (3). Foto: Europäische Kommission - Audiovisueller Dienst, CE - Service / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

Os Estados Unidos votam nesta terça-feira (3) nas eleições de meio de mandato, e os democratas precisam de um saldo líquido de quatro cadeiras na Câmara dos Representantes para tirar a maioria de Donald Trump, segundo a CNN Brasil. O presidente chega à urna com aprovação de 32%, de acordo com o agregador de pesquisas da emissora.

A votação renova os 435 assentos da Câmara, de mandato de dois anos, e 35 das 100 cadeiras do Senado, de mandato de seis. Também estão em jogo 36 governos estaduais. Trump assumiu em 2025, e a próxima eleição presidencial só acontece em 2028.

Quanto falta para virar a Câmara

Hoje os republicanos têm 218 cadeiras contra 214 dos democratas, com duas vagas abertas e um parlamentar independente que vota com o lado republicano. A margem é estreita, e é por isso que quatro cadeiras bastam para mudar o comando.

No Senado, a maioria republicana é de 53 a 47. A CNN Brasil lista disputas apertadas em 11 estados e cita Texas, Iowa e Geórgia entre as mais relevantes. Os democratas, afirma a emissora, têm grandes esperanças de ficar com a Câmara e, eventualmente, com o Senado.

O que o eleitor americano cobra

Segundo especialistas ouvidos pela CNN Brasil, o custo de vida é o principal fator que empurra eleitores para os democratas. A alta de preços atingiu sobretudo os combustíveis desde o início da guerra contra o Irã, em fevereiro deste ano. Trump tenta reconquistar parte do eleitorado preocupado com inflação.

O analista Américo Martins, da CNN Brasil, disse que Trump enfrenta dificuldade para eleger republicanos até em estados que venceu com ampla margem há dois anos. Ele também afirmou que muitos eleitores tratam a eleição como uma espécie de referendo sobre o governo. Trump pediu que os republicanos votem como se ele estivesse na cédula e chamou a disputa de possivelmente a mais importante de meio de mandato que o país já teve.

O que cada Casa pode fazer com Trump

Uma Câmara democrata poderia barrar projetos do presidente, abrir investigações sobre a gestão e até discutir um processo de impeachment, de acordo com Martins. O Senado, por sua vez, confirma nomeações como as da Suprema Corte e ratifica acordos, e julga os processos de impeachment enviados pela Câmara. Para afastar um presidente, são necessários dois terços dos senadores.

Por que isso chega ao dólar e aos juros no Brasil

O g1 Economia publicou nesta segunda (2) que o resultado pode alterar o espaço do governo Trump para aprovar medidas sobre gastos públicos, impostos e regulação. Essas decisões moldam as expectativas dos investidores e, por consequência, podem afetar juros e dólar no mercado internacional, com reflexos também no Brasil.

A apuração não tem prazo definido. Cada estado conta os próprios votos, sem órgão central, e o processo pode levar dias onde a população é grande e o voto pelo correio é alto. Muitas disputas, porém, podem ser decididas já na terça.

MB

Repórter de Política e Economia do Real Nacional. Cobre Brasília, Congresso, tribunais, contas públicas e as eleições de 2026. Mais textos · Expediente · Política editorial

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