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PL deve lançar Marinho contra Alcolumbre com a maior bancada do Senado em 2027: 28 senadores

O PL, que terá 28 dos 81 senadores a partir de fevereiro, deve anunciar Rogério Marinho (RN) na quarta-feira (4), mesmo com Davi Alcolumbre buscando votos na oposição. O vencedor precisa de 41 votos.

Plenário do Senado Federal em Brasília
O Senado escolhe em fevereiro de 2027 quem comandará a Casa pelos dois anos seguintes. Foto: Palácio do Planalto from Brasilia, Brasil / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O PL deve anunciar na quarta-feira (4) o senador Rogério Marinho (RN) como candidato à presidência do Senado na eleição de fevereiro de 2027, segundo o g1. A decisão ocorre apesar da aproximação que o atual presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), tenta com senadores de todos os partidos para garantir a reeleição.

O partido terá a maior bancada da Casa a partir dos senadores eleitos em outubro: serão 28 parlamentares. Para vencer, o candidato precisa de maioria absoluta, ou seja, 41 dos 80 votos, de acordo com o g1.

A estratégia de Alcolumbre passa pela oposição

A aposta do presidente do Senado é buscar votos também em partidos de oposição, como PL, PP e Republicanos. Segundo a reportagem, Alcolumbre tem discutido com parlamentares a possibilidade de pautar um projeto de anistia aos condenados pelo 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Com isso, o senador do Amapá poderia atrair apoio da oposição e ainda conter a pressão por impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Uma liderança do PL no Senado disse, nos bastidores, que a tese da anistia poderia valer tanto para os condenados quanto para quem os julgou, em referência ao relator do caso, ministro Alexandre de Moraes. Dessa forma, o Senado não abriria apuração sobre a conduta do ministro.

A anistia não é consenso. Segundo o g1, o senador Otto Alencar (PSD-BA) e outros governistas defendem o projeto, mas o MDB já se posiciona contra.

Rachas dentro do próprio PL

O PL não fala com uma voz só. Um senador da sigla afirmou ao g1, sob reserva, que defendeu aos colegas que talvez não valha o desgaste de uma candidatura própria. O risco, na avaliação dele, é perder e ficar sem o comando de comissões importantes, como ocorreu em 2023, quando Marinho foi derrotado por Rodrigo Pacheco. O parlamentar também é contra a radicalização na eleição da Mesa sem antes tentar um acordo com Alcolumbre.

A maioria da bancada, porém, não aceitou o acordo e pretende colocar Marinho em campanha a partir da próxima semana. O senador eleito Carlos Jordy (PL-RJ) afirmou que a candidatura com mais força e votos hoje é a de Marinho.

Há ainda concorrência dentro da oposição. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) mantém o desejo de disputar e de ser a primeira mulher a presidir o Senado. Ela disse ao g1 que faltam 90 dias para a eleição e que muita coisa pode mudar. Segundo a reportagem, Michelle Bolsonaro (PL-DF), senadora eleita, hoje apoia Tereza.

O peso da carta de Flávio Bolsonaro

Entre parlamentares de oposição, a avaliação é que a carta em que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se autodeclarou presidente eleito, e depois mudou para líder do Brasil, enfraqueceu Marinho. Ele coordenou a campanha de Flávio. Senadores ouvidos pelo g1 dizem que Marinho comandaria o Senado sem autoridade, precisando ligar para os Estados Unidos para definir o rumo da Casa.

Um interlocutor de Alcolumbre avaliou que o presidente já reúne os votos para se reeleger e que Marinho virou o adversário ideal. Esse interlocutor confirmou que Alcolumbre tem votos dentro do PL, mas disse que ele ainda não conversou com a ala mais radical do bolsonarismo, que inclui os eleitos Guilherme Derrite (PP-SP) e Carol de Toni (PL-SC). Alcolumbre também espera falar com Michelle nas próximas semanas.

O que está em jogo em fevereiro

Quem presidir o Senado define a pauta do plenário, a distribuição das comissões e o destino de pedidos de impeachment de ministros do STF. Para o governo Lula, reeleito no domingo (25), a disputa decide com quem o Planalto negociará em 2027. Por ora, nenhuma candidatura tem os 41 votos garantidos, e o anúncio de quarta-feira abre três meses de articulação.

MB

Repórter de Política e Economia do Real Nacional. Cobre Brasília, Congresso, tribunais, contas públicas e as eleições de 2026. Mais textos · Expediente · Política editorial

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