A startup brasileira MineMind captou US$ 1 milhão em uma rodada que reúne ex-executivos da Vale e de empresas de tecnologia do setor de mineração, segundo reportagem da Exame publicada nesta sexta-feira (23). O aporte avalia a empresa em US$ 11 milhões.
A MineMind fatura hoje cerca de R$ 2 milhões e projeta chegar a R$ 10 milhões até junho de 2027, de acordo com a Exame. A empresa desenvolve uma plataforma de inteligência artificial voltada a geólogos e engenheiros de minas, área ainda pouco atendida por ferramentas de IA no Brasil.
Quem está por trás da empresa
A liderança da MineMind é formada por Gustavo Usero, cofundador e CEO, Danyel Usero, fundador e CTO, e Luigi Carboni, fundador e CRO. Mauro Sérvulo Delgado Santos, que passou por Deswik e Fast2Mine, é cofundador e ocupa a vice-presidência de planejamento mineral da startup, além de integrar o conselho administrativo.
Entre os investidores da rodada estão Edson Ribeiro, que trabalhou mais de 30 anos na Vale em exploração mineral, Nick Fogarty, ex-Seequent e ex-ARANZ Geo, e Francisco Bittencourt, também com passagem por Deswik e Fast2Mine, segundo a Exame. A presença desses nomes indica aposta de profissionais com histórico direto na mineração e em software para o setor.
Como a plataforma automatiza o trabalho do geólogo
A tecnologia da MineMind se conecta a softwares já usados por geólogos e engenheiros de minas e automatiza tarefas a partir de comandos em linguagem natural. Segundo a Exame, o processo reduz atividades que levavam semanas para serem concluídas em poucos dias.
O modelo de receita combina assinatura de software, cobrada em torno de US$ 2 mil por mês por usuário, com prestação de serviços. A companhia projeta que essa combinação fique em 50% software e 50% serviços até 2027, segundo a reportagem.
O que vem depois da rodada atual
Com o aporte de US$ 1 milhão em caixa, a MineMind planeja buscar uma rodada Série A entre US$ 10 milhões e US$ 20 milhões em cerca de 12 meses, de acordo com a Exame. O valor da próxima captação, caso se confirme, multiplicaria em até duas vezes a avaliação atual da empresa e depende do cumprimento da meta de faturamento de R$ 10 milhões até junho de 2027.

