A Novalogic, de Joinville (SC), projeta faturar R$ 300 milhões em 2028 e chegar a R$ 1 bilhão em 2030 com obras de data center, infraestrutura crítica e projetos verticais. A Exame publicou o plano nesta sexta-feira (11). A empresa completa 20 anos em 2026. Hoje, 50% da receita vem de data centers, 30% de infraestrutura crítica e 20% de obras de alto padrão. Já tem gigante dos EUA como cliente, sem nome revelado por confidencialidade.
Crescer nesta velocidade também traz novos desafios, disse o CEO Felippe Prates. A expansão geográfica, a ampliação da capacidade e os ativos próprios de longo prazo aumentam a demanda por capital. O desafio é estruturar esse crescimento com disciplina financeira.
Bases no Nordeste e PPP no radar
A companhia comprou 50 mil m2 no Nordeste para uma unidade nova, quer ampliar Alphaville (SP) e criar bases em outras regiões. A lógica é reduzir deslocamento e formar equipe local. Também mira Parcerias Público-Privadas em ferrovia, rodovia, aeroporto, porto, iluminação e segurança. Fora do Brasil, avalia Colômbia, Peru, Chile, Argentina, Estados Unidos, Finlândia e Marrocos.
A Novalogic nasceu em 2006 no metalmecânico de Joinville e quase quebrou na crise do setor. Prates, filho de motorista e costureira de Imbituba, vendeu bens para pagar gente e recomeçou. Um contrato de R$ 1,2 milhão de fibra em shopping de Balneário Camboriú virou o ponto de virada. Depois veio data center em Santos e contratos com tecnologia, saúde, indústria, agro e mineração. O data center, diz o CEO, não é uma caixa. É uma obra de arte.



