domingo, 6 de setembro de 2026 · Edição diária

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Sucessor de Caiado lidera Goiás com 37% e vence 2º turno por até 25 pontos, mostra Quaest

Pesquisa Quaest com a TV Anhanguera mostra Daniel Vilela à frente de Marconi Perillo (20%) e Wilder Morais (12%) na disputa pelo governo de Goiás, base política de Ronaldo Caiado, candidato do PSD à Presidência.

Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás e candidato do PSD à Presidência
Caiado deixou o governo de Goiás em março de 2026 para concorrer à Presidência pelo PSD, com Daniel Vilela como sucessor no estado. Foto: Roque de Sá/Agência Senado / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

A pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (27) mostra o governador Daniel Vilela (MDB) na liderança da disputa pelo governo de Goiás, com 37% das intenções de voto quando os nomes dos candidatos são apresentados ao eleitor. O ex-governador Marconi Perillo (PSDB) aparece em segundo lugar, com 20%, seguido pelo senador Wilder Morais (PL), com 12%, segundo o instituto Quaest em parceria com a TV Anhanguera.

O deputado estadual Luis Cesar Bueno (PT) registrou 4%. Luciana Amorim (UP) e Danilo Pinheiro Evangelista da Silva (PCO) não pontuaram. Outros 7% dos entrevistados disseram que vão votar em branco ou nulo, e 20% ainda não decidiram em quem votar. Somados brancos, nulos e indecisos, quase três em cada dez eleitores goianos ainda não sabem em quem votarão a menos de dois meses da eleição de outubro.

O levantamento ouviu 804 eleitores goianos entre os dias 23 e 26 de agosto, com margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob os números GO-06186/2026 e BR-07810/2026.

A vantagem que pode não ser tão sólida

Quando a pergunta é aberta, sem que o entrevistador cite nenhum nome, Vilela cai para 17%, Perillo tem 4% e Morais soma 3%. Nesse formato, 74% dos eleitores não mencionaram nenhum candidato, o que indica uma fatia grande do eleitorado goiano ainda sem uma escolha firme. Segundo o Quaest, 42% dos entrevistados afirmam que podem mudar de voto até o dia da eleição, marcada para 4 de outubro.

Nas simulações de segundo turno feitas pelo instituto, Vilela venceria Perillo por 53% a 28%, com 11% de indecisos e 8% de votos em branco, nulo ou abstenção. Contra Morais, a vantagem seria ainda maior: 56% a 18%, com 15% de indecisos.

O que a candidatura de Vilela tem a ver com Caiado

Vilela assumiu o governo de Goiás em março de 2026, quando Ronaldo Caiado deixou o cargo para concorrer à Presidência da República. Caiado governou o estado por dois mandatos e escolheu o próprio vice para dar sequência à gestão enquanto disputa a eleição nacional pelo PSD.

Em 26 de julho, o partido oficializou a candidatura de Caiado à Presidência, com Gilberto Kassab, presidente nacional da sigla, como vice na chapa. A campanha do ex-governador tem como eixo contrastar sua biografia com a de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, apontados por Caiado como rejeitados pelo eleitorado, além de críticas à política econômica do governo federal e propostas de segurança pública mais duras, segundo o Poder360.

O que a distância em Goiás sinaliza para a campanha nacional de Caiado

Uma vitória folgada de Vilela em Goiás funciona como validação da base política que Caiado deixou no estado antes de disputar a Presidência. Um resultado apertado, por outro lado, abriria espaço para questionar se o capital eleitoral do ex-governador se sustenta sem ele no comando local. Por enquanto, a distância de 17 pontos sobre Perillo no primeiro levantamento e a vantagem de até 25 pontos nas simulações de segundo turno favorecem a leitura de que a máquina política montada por Caiado em oito anos à frente do estado segue funcionando, mesmo com ele fora do Palácio das Esmeraldas. Os 42% de eleitores goianos que dizem poder mudar de voto até outubro serão o teste real dessa força política transferida a Vilela.

MB

Repórter de Política e Economia do Real Nacional. Cobre Brasília, Congresso, tribunais, contas públicas e as eleições de 2026. Mais textos · Expediente · Política editorial

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